
Esta agradável temperatura dos últimos dias resulta de um raro fenómeno climatérico, mais natural do estio. Ontem estava uma tarde de Abril convidativa e de novo alterei o meu percurso pós-laboral. Temperaturas superiores a 25 graus, vento quente soprando pelas costas me empurrava a pedalada numa cadência relaxada em direcção à Foz. O mar e o ar estavam perfeitos para que fosse este o primeiro dia de praia do ano, mas eu estava desprevenido, sem calções nem toalha de banho. Continuei a pedalada relaxada, saí da margem e entrei no campo. A beleza de um lugar como o Parque da Cidade não é restrita aos confins da cidade. Desvio-me do caminho e da sombra das árvores para me deitar onde brotam flores silvestres. Não porque me sinta cansado, mas porque quero ser atingido pelo calor do ar, cozido neste solário e encher os pulmões de perfumes. Fico ali deitado por alguns minutos, sonhando acordado, num pensamento libertador. Aproveito cada momento… Ao sul de mim, nuvens negras se formam e o vento amplifica. O clima vira tropical. Volto a casa sob clarões, trovões e folhas verdes a voar. O “primaverão” está no ar.





![reciclando [23] ciclista e peão](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2013/03/ciclovia-da-prelada.jpg?w=200&h=200&crop=1)







