no bom sentido

photo changed( original photo: Salim Virji via Flickr)

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Os ciclistas variam consideravelmente no que consideram ser para si um risco e quanto estão dispostos a arriscar. Seja para tomar um atalho para o seu destino ou para economizar energia, quem pedala está indo na direcção errada quando circula em contra-mão e assim contraria o sentido numa rua de sentido único. Dependendo do volume de tráfego e da configuração rodoviária, além de ilegal circular em contra-mão em certo tipo de ruas pode ser perigoso. Aí, a existência de ciclovias seria certamente uma opção segura. Em outros casos, ruas que vão na direcção certa mas que são um percurso tortuoso, incentiva o ciclista a optar por outro caminho, mais nivelado mas ainda mais tortuoso.

Enquanto os ciclistas devem cumprir as regras de trânsito, como qualquer outro veículo, e porque as estradas foram projectadas para servir os automóveis, há momentos em que estes não encontram outra alternativa a não ser desobedecer às regras. Embora entendendo o objectivo do ciclista, a sua abordagem desnecessariamente arriscada, eu próprio já passei por essa experiência em várias ocasiões e, obviamente, transgredi. O espaço urbano dado aos carros cresceu em demasia e embora isso tenha acalmado significativamente, por exemplo com a construção de passeios mais largos, raras são as ciclovias que existem em ruas de sentido único e que permitem aos ciclistas circular em segurança na direcção oposta do tráfego normal, a fim de ter acesso a um outro caminho, estrada ou outra ciclovia.

A bicicleta geralmente encaixa-se um pequeno espaço ao longo de uma rua ou estrada de sentido único, permitindo a passagem normal dos carros que nela circulam. Os passeios são muitas vezes uma segunda escolha para evitar circular em sentido contrário. Apesar de ser “ilegal”, no sentido amplo da palavra, com esse comportamento errado os ciclistas arriscam em demasia a sua integridade física, a dos outros, como podem provocar desnecessários problemas aos automobilistas que com eles encaram de frente. Ok, tudo o que fazemos na vida envolve riscos e recompensa mas cada um de nós tem de pesar os riscos que estamos dispostos a assumir. Alguns calculam menos esses riscos e, ignorante ou conscientemente, entregam o seu destino nas mãos de outros. Andar de bicicleta desta forma é andar numa roleta russa. E depois existe sempre a alternativa que é, com um certa dose de coragem, desmontar da bicla e empurrá-la a pé.

Com estas regras e comportamentos dos ciclistas em mente, recentemente tornou-se consciente que existe também uma tendência dos automobilistas tentarem a mesma coisa. Apenas num curto espaço de dias, em ruas diferentes e enquanto nelas circulava de bicla, no sentido correcto da via subitamente me vi confrontado com carros que as desciam no sentido errado, em clara e assumida transgressão! Será que tudo o que podemos fazer é ir com o fluxo ou esperar que o resultado final seja uma mudança positiva para todos os veículos, em vez de um livre trânsito para uns, enquanto para outros o rótulo de absolutos desrespeitadores das leis de trânsito!? Ou será que teremos de recorrer à  frase feita “ou há moralidade ou comem todos”!?

one way street

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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Uma resposta a no bom sentido

  1. Reblogged this on Matemática em Sobral and commented:
    Tenho que confessar que este é um problema meu… afinal eu vejo as coisas pelo outro lado, os veículos automotores, espécies invasivas, representam um risco para quem pedala e consequentemente eu tenho que estar de olho neles, então prefiro a contra-mão!
    A verdade mesmo é que, decididamente, não posso aceitar a convivência bicicleta/veículo-automotor no ambiente urbano. Então a solução é restringir ao ponto máximo a presença dos veículos automotores no ambiente urbano, e claro, então, neste outro ambiente teria sentido
    “mão e contra-mão” – bicicletas indo e outras vindo…que beleza! que vida saudável!

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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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