isso, ou pelo simples prazer de pedalar

O ciclismo pode ter várias formas de prática, diferentes desempenhos, diversas bicicletas, diversificadas necessidades, n estilos, no entanto é, para mim, tudo ciclismo. Os ciclistas desportivos, os amadores tipo ciclista de fim-de-semana, em spandex mode de estrada ou montanha, são ou não são tão diferentes dos ciclistas comuns?

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Só se parecem com os outros por estarem numa bicicleta, mas não definitivamente não montam numa bicicleta qualquer. Profissionais, atletas e entusiastas do ciclismo na sua vertente desportiva, que usam bicicletas leves, roupas específicas para o desporto, pernas rapadas e formam pelotões. O seu principal objectivo é o desempenho físico, o suor, a altitude, a velocidade é conseguida através de um controle incrível do funcionamento do próprio corpo. Não tendo nunca rapado as pernas, confesso que tenho o frequente hábito de fazer um treininho na minha speed, muitas vezes ao fim de semana ou no horário pós laboral. Tenho o bichinho de competir e pedalar em velocidade, mesmo que no momento esteja de calças de ganga a bordo da minha singlespeed, raramente resisto a um desafiozinho vindo de um qualquer licrado em modo carbono.

Quanto aos ciclistas de estrada, é vê-los a pedalar por estradas planas que permitem uma velocidade constante e sem interrupções. Pedalam a mais de 30km/h, podendo passar dos 50km/h em condições favoráveis e facilmente ultrapassam os 60km/h nas descidas. Geralmente escolhem percursos específicos, por isso é comum ver pequenos pelotões pelas nacionais à volta do Porto, a N108, N109, N13. Também somos vistos por outras paragens, onde as pernas nos levam a transpor íngremes declives e apreciar fantásticas paisagens. As ciclovias não são as vias mais adequadas ao ritmo veloz dos ciclistas desportivos mas também não lhes escapam, apenas porque são adequadas, servem para fazer um aquecimento no início do treino ou porque simplesmente estão no caminho de casa.

modo speed na ciclovia

Entre os ciclistas desportivos, existe um imenso abismo entre profissionais e amadores. Enquanto um amador faz um treininho de 30 a 50km com uma velocidade média inferior ou próxima de 30km/h, um profissional tem de manter o mais alto nível de desempenho e pedala bem acima de 100km por dia, com velocidades médias superiores ou próximas a 40km/h. Para se fazer uma simples comparação, eu no meu commuting diário com a minha bicicleta de aço habitual, pedalo numa média inferior a 20km/h. A simples tentativa de alcançar os 30km/h já exige um bom esforço. E quando quero levar a coisa mais a sério, fazer mais de 50km, por exemplo o que equivale a ir e vir da barragem de Crestuma, ir e vir de Vila do Conde, ou ir e vir de Espinho, e feito num bom ritmo já é um excelente treino.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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3 respostas a isso, ou pelo simples prazer de pedalar

  1. Relativamente a partilhar a estrada, ciclovias, caminhos, etc… eu tenho uma opinião que as vezes as pessoas não entendem. Acho que as estradas e ruas são para todos! São para os carros, camiões, autocarros, veículos de tracção animal, bicicletas e pessoas – detesto que chamem peões, pois faz lembrar as batalhas (ou o xadrez) em que apesar dos peões terem um papel importante, são vistos como um elemento de menor importância.

    Se por um lado as bicicletas devem ser respeitadas, por outro devem merecer esse respeito. Quando existem ciclovias paralelas a ruas ou estradas devem ser obrigatoriamente utilizadas por TODOS os ciclistas. Portanto quando me vem com a história de que as ciclovias são perigosas para ciclistas pseudo-profissionais, devido a andar os alegados amadores mais devagar, eu não posso concordar… as ciclovias não são pistas de velocidade, mas sim vias publicas partilhadas por vários utilizadores que se devem respeitar mutuamente. E logo de seguida vem com a história de que querem treinar e não estão para serem incomodados pelos outros… é nessa altura que eu digo o seguinte:

    – Quando eu quero treinar a correr (ou running) faço em cima dos passeios (e sempre fora das ciclovias) e acreditem que há dias que aparece muitos empecilhos no caminho. Não vou treinar para o meio da rua, e por vezes tenho de abrandar para não por a minha e a segurança dos outros em causa. Posso sempre correr nas inúmeras mini-maratonas, e aí sim, posso correr a vontade, numa via securizada para o efeito.

    – Quando quero “treinar” com o meu alfa-romeu não vou para as estradas (nem para as ciclovias), que o carro até tem um comportamento desportivo que eu gosto muito, mas eu tenho de respeitar os outros e garantir uma condução segura!

    Por isso se querem utilizar a bicicleta de uma forma mais desportiva, façam-no em provas devidamente securizadas. Não andem na estrada a pôr em causa a vossa e a segurança dos outros. Eu também gosto de andar de bicicleta, mas tenho de respeitar os outros utilizadores.

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  2. Reblogged this on Matemática em Sobral and commented:
    Eu apenas queria que eu pudesse me locomover em bicicleta o tempo todo. Morando em Aveiro a minha bicicleta ficava estacionada na porta do apartamento e eu com ela descia no elevador direto para garagem onde montava e já sai montado para a rua. Isto é que era vida! e era a vida de todos os dias, de domingo a domingo! Uma vez um amigo se encontrou comigo no centro da cidade, eu estava a pé e ele demorou alguns minutos até me reconhecer… e quando me reconheceu, perguntou-me: “Uai, cade a magrela”. era um amigo mineiro vivendo também em Aveiro!

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  3. paulofski diz:

    Isto faz-me lembrar a pequena troca de opiniões que tive há tempos com uma amiga (condutora), ainda antes das recentes alterações ao CE. Ela não entendia porque, especialmente nas manhãs do fim-de-semana, muitos ciclistas que pedalavam na marginal de Gaia pedalavam na estrada em vez ocuparem a ciclovia, o que, e segundo o CE em vigor à época, não deixava de lhe dar razão. Porém o novo CE que entrou em vigor em Janeiro regulamenta o fim da obrigatoriedade de velocípede circular em ciclovia. Assim, e bem, cabe ao ciclista utilizar preferencialmente a rodovia ou a ciclovia, consoante o modo de utilização que pretende. Esta sempre foi uma das reivindicações de cidadãos utilizadores da bicicleta. Não a construção de ciclovias, mas sim a introdução do conceito de zonas de coexistência.

    Pois as razões porque os ciclistas não optam muitas vezes pelas ciclovias têm sobretudo a ver com segurança, a própria e a de terceiros. O simples facto da existência paralela de uma via supostamente ciclável não deverá obrigar o ciclista, qualquer que seja, a ter a obrigatoriade de a utilizar. Como sabemos não existem limites de velocidade aplicados aos utilizadores da bicicleta. Depois a maior parte das ciclovias foram desenhadas e construidas com falhas graves de segurança, especialmente as que são partilhadas por peões, pessoas que nelas circulam a pé, de patins ou skate, por crianças em aprendizagem, mas também por animais de trela e invasões inesperadas de objectos (bolas, por exp.).

    Definitivamente, as estradas e ruas são para todos! A forma desportiva, o treino de bicicleta, faz-se na estrada, no meio do monte, num velódromo, se o houver… Faz-se sobretudo com responsabilidade e bom senso, sabendo medir as variáveis (velocidade, risco, etc…).

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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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