A primeira semana do Tour de France é geralmente aborrecida. São fugas votadas ao insucesso nos últimos quilómetros, etapas decididas ao sprint pelos suspeitos do costume, horas maçadoras onde nada se passa e um adepto do ciclismo é facilmente surpreendido a roncar em frente ao televisor. Este ano o Tour está a revelar-se uma excepção, pelas melhores e piores razões. As quedas, as traumáticas desistências de muitos ciclistas, as asneiras da caravana motorizada que acompanha o pelotão, não são de modo algum boa propaganda ao ciclismo. Por outro lado, a brilhante vitória de Rui Costa na oitava etapa veio trazer alegria às cores nacionais. Felizmente que o povo francês, apaixonado pelo ciclismo e pelo seu Tour, sabem montar um espectáculo em torno do espectáculo, engalanam as suas aldeias, saem à rua numa grande festa para ver e apoiar os corredores, nas estradas e nos campos fazem decorações e espantosas encenações. Dão espectáculo. Este ano, a encenação favorita que vi até agora é esta bicicleta gigante desenhada com fardos de feno, com o movimento pedaleiro e das rodas conseguido com tractores que circulam em perfeitos círculos. Se ainda não viram, voilá…
Mas há mais espetáculo de onde este veio pois alguém se lembrou de montar e editar este divertido filme com alguns bons momentos vividos em tours do passado.



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