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Tripas iNBiCLA que me faz(ia) bater o coração

la bamBina Pinarello

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a Maneirinha da Canyon
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passando vertigens
Após mais de cinco datas anunciadas para a inauguração, o Teleférico de Gaia iniciou ontem a circulação. Muita gente saiu à rua no “ver para crer”, desconfiada da noticia, que tinham visto na televisão, pois talvez tivesse sido preparada por se tratar do dia das mentiras.
No percurso entre o Jardim do Morro e o Cais de Gaia, 562 metros, o teleférico propõe-se transportar os utentes desde a cota alta até à cota baixa, ligando o Metro à zona ribeirinha. Para início de novidade, foram transportadas 400 pessoas no dia inaugural. E a vox populi depressa destravou, porém não exaltava a maravilhosa vista sobre o Douro, o Porto e Gaia, nem o benefício que o teleférico trás à mobilidade. O preçário era o grande tema de conversas: “Como é possível uma viagem de ida e volta custar nove euros?!”. Vai ser outro elevador da Lada!”. “Isto é só para turista ver!”. Se até os turistas lamentaram o preço das viagens…
na bicicleta [6] dando o exemplo
(Porto, Parque da Cidade)
Não serão necessárias muitas teorias e gastar tempo e dinheiro em mais estudos para se demonstrar que o exercício físico é pré-requisito para se viver melhor e com saúde. A despeito dessa constatação, o sedentarismo é meio caminho andado (não saindo do sítio) para o surgimento das maleitas da civilização: doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outras que tais.
Sabendo disso, são propostas, quase que incessantemente, metodologias de treino, orientações comportamentais e os mais diversos métodos para a prática de exercício físico. No entanto, eis uma questão que se impõe: Se é senso comum os benefícios do exercício físico porque o sedentarismo ainda é um comportamento difícil de ser modificado?
Certamente haverão respostas diversas mas convergentes: Depende! Depende da pessoa. Depende da predisposição, da disponibilidade, do tempo, da acomodação às novas e sucessivas tecnologias que promovem acima de tudo o conforto humano.
Quanto mais fácil, rápido e confortável, melhor. Em frente ao televisor, em frente ao monitor, em frente ao volante, esse comportamento promove a facilidade e o conforto, muito atraentes ao nosso cérebro que nos impulsiona sempre para a economia de energia, o pecado da preguiça, muito embora a tecnologia não deva ser a responsável pela inércia de ninguém.
E qual a melhor maneira de evitar o marasmo do sedentário? Para mim a resposta é lapalissiana: Mexa-se!
Os hábitos são a essência do comportamento. Portanto, se as crianças se forem habituando à pratica de exercício físico: caminhar, correr, andar de bicicleta, de skate, nadar, a prática modalidades desportivas… enfim, tudo o que estiver ao seu alcance, favorece a formação de rotinas que naturalmente se fortalecerão em comportamentos saudáveis continuados. Combinar uma alimentação saudável com o exercício diário são as orientações essenciais para um estilo de vida são.
Às pessoas mais avançadas na idade, aos velhos, pronto, será porventura mais difícil desenvolver novos comportamentos e algumas rotinas de movimento. É fácil enquanto jovem manter o peso e criar mecanismos contra o sedentarismo. Com a idade o corpo ressente-se do volume e de alguns maus hábitos adquiridos, mas não deve servir de desculpa para levantarmos o rabo do sofá e sair para caminhar ou pedalar uma bicicleta. A chave de ignição que dá força à vontade está no cérebro.
Quem compra os alimentos lá para casa são os pais. Quem deve estimular as crianças e os jovens a largar a playstation e praticar exercício são os pais. É através do envolvimento e do exemplo dos pais que esse hábito é possível. Pais que praticam exercícios físicos com os filhos, e de alguma forma os estimulam, possivelmente estão a acautelar um comportamento activo no crescimento dos jovens e contribuindo de maneira significativa para que esse estilo de vida se estenda no futuro em comportamentos duradouros. Deixar que as crianças se desenvolvam sem exercício físico é abrir a porta para o comportamento sedentário, e para se tornar num boneco da michelin de trazer por casa a médio prazo. Um grande passo para essa verdadeira conquista é seguir o velho ditado popular: o exemplo vem de cima, no meu caso vem a meu lado, na bicicleta.
(V.N.Gaia – Praia da Madalena)
Publicado em motivação
Etiquetas 1 carro a menos, fotopedaladas, motivação, passeio, Rafael
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bicimoda
A Strellson promove a sua campanha, Strellson meets Bianchi, uma colecção de roupa masculina para o ciclista urbano. São fatos confeccionados de tecidos específicos e com um design adequado para o homem executivo/ciclista urbano seguir a pedalar e deslumbrar.
Confere o excelente vídeo promocional:
acessórios insólitos mas práticos para bicicletas
Se forem adeptos da exclusividade, ou do “estar na moda”, saibam que existem inúmeros acessórios para deixar a vossa bicicleta mais incrementada e funcional do que já é. Uma bicicleta pode ser mais do que uma atitude saudável e podes arrasar enquanto pedalas no meio do trânsito. Trago no alforge duas propostas diferentes para diferentes géneros.
Dizem que é um sucesso na Holanda. A Simeli, marca especializada em ornamentos para bicicletas, criou um acessório de croché, que além de deixar a bina toda pomposa e feminina, tem também uma função de utilidade: evitar que a saia ou o casaco enrosquem na roda. Existem vários modelos de diferentes padrões e cores, e a partir de €58 os “naprons” serão entregues em casa.
Uma boa opção para quem precisa transportar objectos é este suporte feito artesanalmente em couro, desenvolvido por um jogador de pólo que pretendia apenas transportar os seus tacos na bicicleta sem se atrapalhar. A ideia é simples e mostrou-se bastante útil para carregar inúmeras outras coisas enquanto pedala. E uma das que melhor se encaixou, pelo tamanho e espaço do quadro, foi um six-pack de cerveja! Fácil de prender e seguro, permite que um gajo vá com as duas mãos bem firmes a segurar o guidão e não atrapalha a pedalada. Recomendo no entanto que se bebam as bejecas só após a bicicletada.
um passeio que poderia ser bem mais alegre
(foto do blogue porto do crime)
O Jardim do Passeio Alegre é um dos jardins românticos do Porto e um dos locais à beira-rio de visita obrigatória. Goza de uma personalidade própria. Está localizado na Foz do Douro, junto ao Castelo de S. João Baptista, ponto de passagem pela marginal do Douro em direcção a Matosinhos. É um jardim oitocentista, com uma extensa área, tem uma forma triangular envolvido pela Av. Carlos I (junto ao rio), a Rua de Dom Luís Filipe (de onde saíam os exames de instrução automóvel – quem se lembra?) e a Rua do Passeio Alegre (que dá nome ao jardim). Possui variadas espécies vegetais, como as suas famosas palmeiras, árvores de copas e plantas ornamentais. Possui chafariz, candeeiros de ferro fundido, obeliscos, da autoria de Nicolau Nasoni levados da Quinta da Prelada, um coreto metálico e um mini-golfe, onde outrora passei verdadeiros momentos de entretenimento. Tem algumas fontes decorativas, o Chalet Suíço (quiosque de música), monumentos e bancos para um aprazível descanso.
Entre muitos valores patrimoniais e culturais da chamada Foz Velha, assume particular interesse pela sua singularidade, a zona do Passeio Alegre, dada a harmonia do conjunto que se estende desde o Castelo da Foz, até à chamada zona dos Pilotos, onde se situa a Torre de S. Miguel o Anjo.
A Rua do Passeio Alegre foi recentemente objecto de intervenção pela CMP (da responsabilidade da empresa municipal Águas do Porto) em toda a sua extensão. A meu ver foi uma uma oportunidade que se perdeu, pela falta de ambição de projectos e vontade deste executivo, que deveria ter valorizado e revitalizado toda zona envolvente, da Cantareira à Foz do Douro, reservando tudo o que tem de bom, e que já é dado de forma natural, privilegiando obviamente o eléctrico. Mas não! em vez disso, removeram os carris (o que infelizmente impossibilitou a ligação de eléctrico desde o Infante até à Rotunda do Castelo do Queijo). Podiam ao menos manter a linha à volta do Castelo da Foz, e ligá-la à existente, permitindo a sua passagem de volta pela Avenida das Palmeiras (Av. de D. Carlos I). Em vez disso a CMP optou por obras baratas, como cimentar passeios e a repavimentação de algumas ruas daquela zona (para quê gastar dinheiro se o que interessa é que fique baratinho…!). Ao menos lembraram-se de construir a via ciclável na Rua Coronel Raul Peres. Mas isso não chega. Entre os novos molhes até aos pilotos, a Avenida das Palmeiras permanece na mesma. Mantém um estado degradado, preenchida de carros (e quartos) virados para o rio, sem uma ciclovia digna da função. Toda a zona requer uma intervenção urgente, que adopte um critério de disciplina urbana visando a sua preservação e característica original, e isso passa pela impreterível retirada dos automóveis e a construção de uma via que dê uma continuidade tranquila ao passeio das bicicletas. Quanto aos ciclistas que chegam pela via ciclável existente, tanto quem vem junto ao rio como quem chega vindo da Avenida Brasil, (no meu caso montado numa bicicleta equipada com pneus de 20mm), dificilmente arrisca pedalar num piso lunar de granito onde supostamente se encontra a ciclovia (!!!), ou no paralelo irregular da avenida, e opta pelo asfalto da rua rejuvenescida. Outros, equipados com pneus BTT, pelo menos têm uma boa alternativa que é atravessar os caminhos sombreados pelas árvores do jardim.
A zona do Passeio Alegre tem valores históricos e artísticos que deverão ser considerados, não apenas como elementos urbanos mas sim como fazendo parte de um todo que deve viver em estreita relação com a natureza. A preservação da moldura do jardim é importante, e é necessário o seu enquadramento com o rio, numa visão moderna que acautele os espaços e a sua qualidade. A cidade e todos nós só teriamos a ganhar.

bike tour, um testemunho primaveril
À má fila rapinei o testemunho ronronado pela Safira. No complains amiga, é um excelente testemunho que merece ser partilhado, so…
Visto que Sasha e Nero não se compadecem do facto de seus massacrados donos labutarem de segunda a sexta, do nascer ao por do sol, nem compreendem o alcance da palavra ‘fim-de-semana’, e insistem em fazer palhaçadas às sete da manhã para que os levemos à rua, o que acaba sempre por acontecer porque não se atura aquele cão do demo a dar focinhadas e a babar-nos a cara, a malta levanta-se sempre cedo. E, depois dos cães tratados, fica-se com uma manhã imensa pela frente.
A de hoje foi dedicada à exploração de trilhos no cabo Espichel e arredores, em bicicleta. Equipada a rigor, com o capacete amarelo e preto muito pouco fashion que as regras de segurança me obrigam a usar, lá fui, qual Lance Armstrong de trazer por casa. O percurso pela estrada fez-se bem, não obstante a persistente estupidez dos condutores de automóveis que, vamos dizê-lo, são umas bestas sem consideração. (Amigos, se não podem ultrapassar, esperam. Não adianta buzinar, ninguém se vai mandar para a berma por vossa causa, deal with it. Já muito trabalho nos dá equilibrar o nosso abastado posterior naquele micro selim, não precisamos de pressão adicional, muito obrigada!).
Há muito tempo, se é que não foi a primeira vez, que não pedalava em trilhos. Não é, claro, confortável, mas vale pela ausência de carros, pela tranquilidade e pela beleza das paisagens que se vão descobrindo. Vale pelo encontro com outros determinados ciclistas, que nos cumprimentam com sonoros ‘bom dia’, aos quais respondemos com igual entusiasmo, enquanto tentamos evitar mais um pedregulho ou uma poça de lama. Vale pelos voos repentinos da passarada que surpreendemos nos campos, e pela brisa que o vento nos cola ao rosto. Vale pela figura ridícula que fazemos a assobiar o mítico tema do Verão Azul até que uma subida mais acentuada nos faça ficar sem pio. Vale pela sensação de orgulho ciclístico, ainda que outras pessoas nos digam laconicamente que há espaço para progresso. Só porque uma pessoa confunde o travão da frente com o de trás. Preciosismos….
Não sei é se os meus glúteos e afins também gostaram destes 40 km mas amanhã já vos digo mais qualquer coisa…











![textos de Marcos Paulo Schlickmann [19] Transportes e obesidade](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2014/03/tabela-1.jpg?w=200&h=200&crop=1)


![can't miss [83] tjwierda.wordpress.com](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2014/02/tj-by-bike.jpg?w=200&h=200&crop=1)

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