ah ganda xiclista

O poveiro Rui Costa cortou a meta isolado da oitava etapa do Tour, que ligou Aigurande a Super-Besse Sancy numa distância de 189 quilómetros. À vitória na etapa juntou ainda a liderança na categoria da Montanha.

“É uma vitória muito importante. Sempre foi um sonho ganhar uma etapa no Tour. Foi incrível. Ainda não acredito que ganhei”.

Lembrar que ano passado Sérgio Paulinho venceu a décima etapa na mais emblemática corrida do Mundo. Não estaremos a ficar mal habituados?

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chuva civil não molha militar…

… ou um militante.

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rodas de mudança, um projecto da MUBI

Rodas de Mudança é uma campanha de incentivo à utilização da bicicleta. Através de retratos de pessoas comuns, que simplesmente escolheram esta opção de mobilidade, prova-se que não é preciso ser um super-herói para usar a bicicleta no dia-a-dia.

Rodas de mudança, uma iniciativa genial da MUBI. Os meus parabéns pela iniciativa.

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ó pneu, o qu’é que te deu?!

No meu percurso laboral habitual, depois de passar a Travessa, entre a Quinta e o Hospital da Prelada, levanto o rabo do selim e atalho caminho por uma passagem que existe de terra e pedras. Ontem a ida não foi excepção, mas passado o asfalto esburacado da Sarmento de Beires, já a subir para o Carvalhido, a Etielbina gingava num estranho passo doble vindo da roda traseira. Resumindo, estava coxa. – Queres ver que furou!, pensei. Mas não, não detive a pedalada e só à chegada é que dei conta do pneu traseiro rasgado. – Ok, já estava muuuiiito usado, mas tinha de rasgar? Ainda bem que não furou!

Sempre gostei destes pneus. Rolam que é uma maravilha e são o equilíbrio perfeito entre um piso bom e outro ruim. Na esperança de conseguir uns iguais, no regresso passei na mesma loja onde os comprei. Bem, iguais, iguais, não havia, mesmo assim trouxe de lá uns do mesmo modelo mas mais finos, os slick 1.0. Na minha oficina improvisada, onde já lá tenho uns todo-o-terreno novos, a estrear nos caminhos de Santiago, troquei finalmente os pneus e aí percebi porque razão rasgaram daquela forma. A câmara que eu lá tinha colocado num desenrasque “on road”, uma 26x 1.75/2.125 Schrader, portanto de calibre superior ao aconselhado, por lá ficou esquecida a engordar o pneu, tanto tempo que acabou por ceder à pressão e rebentar pelas costuras.

Mas como um ciclista desmazelado também se vai tornando num mestre da improvisação, há uns anitos, numa das minhas pedaladas dominicais à volta pela Barragem de Crestuma, furei já vinha de volta na N222. E digo desmazelado, porque ciclista prevenido não fica apeado. Não tinha câmara de ar sobresselente nem kit de remendos, o que me valeu foi o meu amigo Rui levar sempre consigo uma câmara extra para a sua Bianchi de estrada. Desse modo, ficou devidamente testado que uma câmara de ar  700×18/23 Ultralight Presta  serve às mil maravilhas num pneu 26×1.4, e que se não se desse o caso de ter de a devolver, certamente por lá ainda andaria às curvas!

Dois “pormaiores” a reter:

♦ A Etielbina com os novos pneumáticos é delicada no asfalto e uma trituradora no paralelo.

♦ Confirma-se, a bicicleta gasta borracha, a dos pneus e os pneus da barriga.

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c’est chique

Bobbin x Globe store:
23 Arlington Way, London, EC1R 1UI. Nearest tube Angel.
Tel: 020 7998 0356
Open: Tuesday > Sunday

bobbinglobestore.co.uk

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de autoria

auto-retrato no Cais de Gaia

auto de: auto-afirmação; autonomia; auto-suficiente; auto-estima; auto-controle, auto-confiante; automática; auto-determinação; auto-sustentável; autoritária,  a bicicleta pode ser um auto de fé.

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camisola amarela

Inicia-se hoje o 98.º Tour de France sob o signo do favoritismo, mas também do descrédito, de Alberto Contador. Pois que beba leite porque o leite é o doping natural, mesmo que estejamos em época de vacas magras…

Le lait. Doping naturel

Yellow Jacket, the beach crazy cyclist

Episódio: O melhor escalador

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e eu que não gosto de ir às compras

andava ali, para os lados da Alfândega.

Pergunta recorrente de quem está habituado a fazer tudo com o carro: “Vais ao supermercado de bicla!? E como carregas as compras?”. Eu cá me arranjo! Como não tenho por hábito carregar o carrinho com as compras do mês, e tendo o supermercado mais próximo um pouco distante sendo desaconselhável ir e vir a pé, a bicicleta é a escolha acertada.

Antes do carro ter se tornado um hábito para todo o serviço, recordo bem a minha mãe fazer as suas compras perto de casa na mercearia da D. Emilinha, que por uns tempos incluía o serviço de entregas ao domicílio feito numa bicicleta com atrelado. Algumas vezes era eu que ia buscar umas compras mais urgentes na minha Vilar, com a retribuição de ficar com o trocado e a jura de ser cauteloso e não partir os ovos.

Existem várias formas de prender carga de uma maneira segura numa bicicleta comum. O aconselhável seria ter uma bicicleta mais apta para realização de algumas tarefas, como ir as compras de supermercado. Para isso e outras coisas, tenho o bagageiro da Etielbina e os alforges que entretanto arranjei. Algumas bicicletas têm cestinhos, porta-couves, monta-cargas, uma variedade de opções. Outras não têm nada onde transportar.

Outro dia saí na GOrka para umas pedalas mais desportivas e, no regresso, aproveitei para passar no supermercado e fazer umas compras que precisava. Logicamente que não transportei um barril, porque a vida tem que ser simplificada e não complicada quando o assunto é bicicletas. Outra coisa interessante é que de bicicleta, ou a pé, só se compra aquilo que realmente se precisa. Antes de pegar em algo da prateleira, penso: “Tenho de conseguir levar isto”, e aí penso outra vez se preciso mesmo de comprar aquilo. Depois de uma delicada e divertida batalha para prender os sacos ao guidão speed, toca a voltar para casa equilibrando tudo, pois nem tudo são flores. Uma vez em casa foi relaxar, comer alguma coisa e beber uma cervejinha, que ninguém é de ferro.

É verdade, de bicicleta a coisa pode ficar mais divertida. A minha dica prática e que sempre dou a quem pergunta, é: “Basta ir de bicicleta”. Se tiveres uma mochila ou uns alforges leva-os vazios. Um porta-couves então é perfeito. Num bagageiro é melhor se usares elásticos com aranhas para prender outros volumes como caixas. Os em rede são um óptimo arremate. De outra forma os saquinhos de plástico finos também remedeiam, tenta é distribuí-los bem. Na volta, tudo volta cheio com uma despesa em compras considerável.

Boas compras e boas pedaladas.

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nunca é demais sugerir

Na circulação rodoviária, urbana e campestre, há três situações potencialmente perigosas com que regularmente me deparo, motivadas pela minha teimosia e aselhice de sérios automobilistas. Estes erros serão porventura a causa de muitos acidentes no universo commutiano (nem sei se isso existe), nunca “estatistiquei” a fundo, mas já tive várias amostras para um colorido gráfico de barras.

1. Os automobilistas não obedecem aos sinais de “STOP” e adoram entrar à lá garder nos cruzamentos quando avistam um desembestado ciclista na sua direcção.

2. Os automobilistas pelam-se por ultrapassar o ciclista, para de imediato virarem à direita, interpondo-se na sua linha circulação e arriscando um risco na lateral do veículo.

3. Num cruzamento ou intersepcção os automobilistas quando viram à esquerda (o pisca ligado já é uma sorte) metem-se à frente do ciclista que quer seguir a direito.

E como nunca é demais sugerir, aqui vão de graça algumas dicas para reforçar um pouco a nossa segurança:

– Ser o mais previsível possível é a principal precaução. Não ziguezaguear de um lado para o outro da via, manter um rumo certinho, dar um sinal da nossa graça e, com os braços, indicar para onde queremos virar. Quanto mais previsíveis forem os nossos movimentos, esperamos deixar o automobilista mais seguro nas suas decisões e acções.

– Quando o automobilista pretende mudar de direcção e vê o ciclista a andar devagar, pode pensar de terá tempo suficiente para cruzar na sua frente. Pedalar forte através dos cruzamentos e intersecções pode dissuadi-los pelo menos de tentar.

– Enquanto as buzinas, campainhas e apitos são úteis para algumas situações, uma boa dica é estar sempre pronto para gritar. É imediato e, assim como assim, nem é preciso usar nenhuma das mãos.

– Estar sempre pronto para fazer uma manobra rápida ou uma travagem súbita. A capacidade de prever, travar ou virar rapidamente numa curva apertada à direita pode salvar o dia. É providencial aproveitar algum tempo e espaço livre para treinar esta manobra.

Boas pedaladas.

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dicas para os dias quentes


Sou adepto da bicicleta há muitos anos. Uso as minhas bicicletas todos os dias, vou com elas para todo o lado e elas são o meu veículo de eleição. Distâncias longas ou curtas, vou sempre a pedalar. A resistência física é coisa que só se adquire com a prática.

Terminado que está este pequeno período de férias, com longas pedaladas em ritmo de treino, lentamente abrando a cadência e retomo a pedalada para o trabalho. Moro relativamente perto do gabinete de trabalho, são mais ou menos quatro quilómetros, o que dá uns 15 minutos a pedalar, dependendo apenas da vontade. A questão do trânsito é algo que se consegue vencer com cuidado, conquistando agilidade e ganhando experiência. Caótico ou não, é igual em todo o lado, o que difere é o arrojo, a paciência, a prudência e determinação de cada ciclista no fluxo rodoviário. Logicamente que em cidades como o Porto e Lisboa a coisa mais complicada é, às vezes, ter de subir, mas com alguns truques na manga e umas mudanças levezinhas, quem pedala por gosto sempre alcança, até a ladeira mais difícil. Caso haja condições, saio com antecedência de casa, a fim de ganhar mais tempo e poder pedalar sem pressas. A questão da transpiração é controlável com o tempo. Uma dica básica para estes dias de Verão é pedalar a um ritmo moderado, evitando esforços bruscos. Isso não vai evitar ter de suar mas fará com que se transpire menos. De preferência usar roupas arejadas e de cores claras a fim de absorver pouco calor. Se der para prender um bagageiro à traseira da bicicleta onde se poderá carregar um alforge com o almoço, uma muda de roupa e uma toalhinha para limpar o rosto, os braços e as zonas corporais que inevitavelmente ficam transpiradas, é o ideal. E para os que podem tomar um bom banho quando chegam ao trabalho, façam uso.

Bom, aí vai a conclusão da minha dica: se moras perto do trabalho, tens preguiça de ir a pé ou de transportes públicos e vais de carro para o meio do trânsito, pensa antes em ir de bicicleta. Se estiveres com receio, experimenta fazer isso uma vez por semana e vai aumentado a frequência. Há uma boa hipótese de gostares da experiência! O exercício físico faz com que tenhamos um melhor dia de trabalho. Sentes mais o ambiente e aprecias mais as coisas pequenas da vida. Há muito mais contacto humano na bicicleta, mesmo numa cidade dominada pelo carro. E as pessoas correspondem a essa humanização. A bicicleta abre caminhos, tem uma magia. Boas pedaladas!

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