na modalidade cicloturismo

Desde que cumpri as minhas primeiras pseudo-aventuras audaxianas, fui solicitado para dar dicas e sugestões de como se preparar para encarar a estrada numa bicicleta. Alimentação; treinos; o que levar…  e a conclusão a que chego é que sou um péssimo consultor no que diz respeito a preparativos para uma viagem de bicicleta.

No quesito “treino”, pessoalmente não me entra na cabeça sair de bicicleta para treinar. Não sei se é porque eu não consigo apenas olhar para a bicicleta como uma prática desportiva, mas essencialmente como um meio de transporte. Vou sublinhar, usar a bicicleta no dia-a-dia é cada vez mais o melhor treino. Eu tanto pego numa bicicleta para fazer 8 como para fazer 80! Consoante se vai usando a bicicleta cada vez mais se vai acreditando que pode ir sempre mais longe. A verdade é que foi assim que recomecei, a cada dia a bicicleta foi se tornando mais o meu meio de transporte, tanto na cidade como fora dela.

No quesito “alimentação”, percebi por experiência própria que uma boa e regular alimentação faz uma tremenda diferença. Sei que fico bem mais capaz e apto quando diariamente, e não só nas vésperas, faço uma boa alimentação com comidas leves, ricas em proteínas e hidratos de carbono (o carbono da bicla nisso não ajuda em nada). E durante a viagem o que eu gosto é de comer comida mesmo. Tenho cólicas quando vejo os ciclistas a engolir aquele power gel para ter mais energia na pedalada. Aquilo para além de ser caro sabe a pasta dos dentes. Para mim, a melhor energia para se encarar uma pedalada é uma boa pratada de massa com carne. Como não vou levar nenhuma marmita, levo umas bananas, alguns chocolates, frutos secos, duas essenciais garrafinhas de água, que vou abastecendo no caminho, e o cartão bancário para o melhor combustível: pedalar por aí movido a boa cerveja, boa companhia e alegria!

No quesito “o que levar” e achando que pode se esquecer de alguma coisa, aqui tem uma lista desmesurada do que poderá levar na bicicleta, caso tenha pedalada suficiente para arrastar tanta tralha. Evidentemente que a carga deverá ser adaptada de acordo com a aventura, não levar mais do que necessita, quanto menos, melhor, ainda menos, muito melhor! É contraditório, talvez, mas não se esqueça de nada.

Boas pedaladas.

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“ó pai, emprestas-me a tua bicicleta?”

O sonho de muitos jovens é chegar o dia em que pela primeira vez conduzirão livremente um automóvel. Muitas vezes pedem o carro aos pais, argumentam que querem dar apenas uma voltinha, levar os amigos à discoteca ou a namorada ao cinema. É certo e sabidinho que esse dia chegará, mas felizmente não é, ainda, este o caso, até que para tal os seus 16 anos não o habilitam a sequer sonhar. Ora como o meu filho apenas depende de uma bicicleta para se deslocar nos seus afazeres, e porque, por circunstâncias várias, a sua bicicleta ficou guardada longe, na casa dos avós, para que fosse ao treino de judo o Rafa pediu-me a dona Etielbina emprestada. Pois cá o je, qual pai babado, atendeu ao seu pedido, baixou o selim da bina e com todo o gosto emprestou-lhe a chave do cadeado.

 

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roda solta ou demasiado sol na cabeça

Como é bom pedalar. Pedalar por pedalar…

… Andar na bolina, cabelos ao vento, o pensamento solto pelo ar. Sob os pneus da bicicleta sentir um mundo mais tolerante a girar. Deixar sulcos e riscar rotas próprias. Subir morros, cruzar pontes, percorrer parques, passar tremelicando por calçadas velhas e gastas. Duas rodas a deslizar, por ruas e avenidas, ao longo do rio, juntinho ao mar.

Sentir liberdade, a cidade, uma identidade. Por aqui, por ali, juntos a descobrir um lugar que de outra forma passaria oculto. Simplicidade que propicia necessidade. Motivar o culto da bicicleta, essa coisa que nos ajuda a crescer, a adorar, a desejar. Apenas é preciso pedalar, rodar a roda, rodar o tempo…

E o tempo que roda! Já é hora de voltar…

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ciclofilia [2] Depression Kid – 1 história, 7 filmes

This one is called depression kid and his bike…

I never had money but I did have a bike and there was little to do in the summer, but ride my bike to the beach and back it was a bloody ass fall from LA to Venice, but there was nothing else. One thing it really built up my legs, I was 14 years old, and I had the most powerful legs in the southland, maybe. The thing that made their right more exiting was to attempt the short in the time toke to make the trip. Each time I broke my own record and I go for a new one. I pedaled faster and faster, and there was alright, except one Sunday while I was really pumping on this guy in a red sports car, screaming at me:

– Hey kid, watch where the fuck you´re going.

I looked over and there was this old guy in a late model car, smoking a cigar, and he had a blonde young with him. Her long hair was blowing in the wind.

– Up your ass, I yield back.

He slowed his car down as I pumped along side, and he locked over e and said:

– Would you mind repeating that?

I repeated that. The girl with the hair blowing in the wind locked at him and I laughed.

– I´ve got a good minded to park and beat the crap out of you. Park it, park it, I yield.

He go ahead and parked at a curb. I parked my bike and walk to board him. I had no fear. I felt great. I walked out at the car. He looked at me from the car. He didn’t get out. The young girl was saying something to him. Suddenly, started the car am pull it away. He took the right at the corner. I walk back to my bike. I got on and start pedaling. Then he was back. It circled the block. I saw his face as he looked at me, I´d sell and seen such hatred. Than, he´s gone down the boulevard, out of sight, whit his young girl. I pedaled along. I was no longer in a hurry. To hell with the record. I’d called the guy’s card and the girl with the long hair was thinking of me. I had become a man.

Edited several shots from different films on the monologue told by Rutger Hauer. Films featured in this clip:
-Beijing Bycicle
-Deathproof
-I’m Not Scared
-Jackie Brown
-Kids Return
-Mulholland Drive
-Pulp Fiction

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hoje a rodada é por conta da casa

“Nas ruas do Porto, vêem-se cada vez mais ciclistas. Não é apenas por ser Verão, quem usa este meio de transporte diz que o número de pessoas que escolhe a bicicleta para se locomover na cidade está a aumentar.”

A reportagem da Adega veio ao ritmo das pedaladas do nosso amigo taberneiro. Aproveito o ensejo para louvar o excelente trabalho que o Miguel tem vindo a desenvolver na promoção e divulgação da bicicleta como meio ideal para as deslocações urbanas e não só.

Pronto, agora só falta saber quem vai pedalar a bicisterna!!!

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allô, allô

Pssst… I shall say this only once!

Fotografias to Tour, muitas, grandes e das boas, ici.

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bolinar, velejar contra o vento = pedalar contra a Nortada


Encerrado que está o expediente, amarro a bainha direita da ganga com um elástico, desço ao parque e desamarro a utilitária do poste que a segura e faço-me à vida. Irei mais uma vez visitar a casa paterna. Do centro do Porto até à praia da Madalena é um belíssimo passeio, passando pelas Ribeiras e acompanhando o Douro, sentindo a aprazível aragem fresca da maresia até ao Cabedelo e depois abrir asas e voar empurrado pela Nortada, é um instantinho. O mar, o vento que me empurra pelas costas e os sorrisos que me esperam aceleram a pedalada e fazem-me sentir o bater do coração. Mais tarde, no regresso a casa terei a companhia do Rafael na sua Maria DelSol,  e aí é que vai ser bolinar.

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aviso à navegação, velocipédica, pédica e ortopédica

As obras de beneficiação, que decorrem como planeado, na Rua do Carvalhido, entraram na Fase 3, passaram o cruzamento e alastrando-se agora para a Rua de Oliveira Monteiro. Esta manhã, no meu percurso obrigatório pró trabalho, subindo a Av. do Conselho da Europa (a tal que prolonga a Avenida de França) até ao Largo do Carvalhido (ou Praça do Exército Libertador) para depois virar para a Rua de Oliveira Monteiro, foi ligeiramente diferente. Por causa do estaleiro montado na Oliveira Monteiro fui obrigado a subir a bicla para o passeio e pedalar devagarinho por uns metros até à Rua 9 de Julho. A Rua de Oliveira Monteiro foi cortada ao trânsito em parte da sua extensão até à Constituição e que, se tudo correr bem, abrirá lá para o Outono. Ainda não sei bem que percurso alternativo irei agora adoptar, talvez a única alternativa possível seja fazer a Av. De França em contra-mão, desviar pela Rua de D. António Meireles, Rua da Constituição em contra-mão e retomar o caminho habitual pela Oliveira Monteiro. Ficarei atento às cenas dos próximos capítulos.

Aqui o mapa do detour

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cena do quotidiano


Passo a explicar. Encontro-me em frente ao monitor, refastelado na cadeira e numa viagem virtual. Aproveitando a boleia do Astra do Tio Google,  passeio errante pelas ruas do Porto. Sem o mínimo esforço, salto, instante a instante, a cada clique no rato. Escalo em marcha a ré a Rua de D. Pedro V e é quando percebo, aproximando-me lentamente, o ciclista.

Por alguma razão a sua figura me chama a atenção. Caminha rua acima, empurra nas mãos uma bicicleta que, se não me iludir a vista, poderia até dizer muito boa. Ele, por sua vez, completa uma condição de solidão, mas parece determinado. Como leva o bagageiro vazio e carrega uma mochila volumosa às costas, poderia supor tratar-se de um estudante. Algo me diz no entanto que vem da labuta, como cantoneiro, pedreiro ou algo assim. Aparenta ter vários anos, talvez mais, e veste roupas de trabalho.  Ali, o estaleiro de umas obras de Santa Engrácia rouba-lhe o passeio e arreda-o para o asfalto, onde alguns carros passam rente. O curioso, no entanto, é que apesar desta rua ser muito íngreme, ele resguarda uma espécie de humildade e mesmo cansado consegue sobressair. São as pessoas muitas vezes humildes que fazem da bicicleta um instrumento de brio.

Fiquei por momentos a matutar, melhor, a tentar entender o que tanto me atraiu na cena. Pode ter a ver com o anonimato do ciclista, com sua condição desfavorecida, com a fragilidade das suas forças físicas e o peso da bicicleta para enfrentar os obstáculos que muitas vezes enfrenta pelas ruas da vida. Pequenas coisas que também me fazem pensar, por um instante, na nossa insignificância contra as leias da natureza e dentro dos nossos limites, que é pedalar uma bicicleta. Ou quando o obstáculo é maior do que nossas forças, surge sempre a honrosa opção de desmontar e seguir a pé, levando-a pela mão, até chegarmos ao destino.

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ciclofilia [1] Fantasia

Bicicletada: Festa da fantasia – Massa Crítica 25/03/2011 – Av. Paulista – São Paulo.
Música: To build a home – Cinematic Orchestra – myspace.com/​thecinematicorchestras

by Videocubo

A Bicicletada é uma coincidência organizada de ciclistas que se reúnem por diferentes motivações: reivindicar mais respeito e espaço para as bicicletas nas cidades, para celebrar, protestar, confraternizar, para debater assuntos diversos, encontrar amigos, conhecer gente nova, ou, simplesmente, para pedalar na Massa Crítica.

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