cine bike, o drive-in das biclas

Cine Bike – CRIAÇÃO CWB – criacaocwb.com.br

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gestão do orçamento familiar

daqui

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ciclofilia [extra] Lifecycle video, the Holstee Manifesto

Este magnífico filme poderia ser incluido na categoria “passe a publicidade”, pois podia , mas é tão emocionante, tão tudo, que merece nota extra na ciclofilia. Em poucas palavras e intensas imagens, transmite toda a emoção que sentimos ao usar a bicicleta.  Através de mensagens e várias lições de vida, este video é a imagem promotora da empresa novaiorquina Holstee que produz e comercializa produtos sustentáveis, vestuário feito de material reciclado.

“Acima de tudo, queremos que as pessoas saibam que os produtos que criamos são subprodutos da conversa genuína que queremos ter sobre o consumo em relação direta com o planeta e como podemos melhor minimizar o impacto humano através de um design sustentável.

Simplificando, a nossa meta é criar o maior impacto social, ao mesmo tempo criar o menor impacto ambiental.”

A vida é curta, vive o teu sonho, pedala…

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com a sensação de que não estamos sozinhos


A manhã de Domingo é fértil em sensações, principalmente à beira rio quando combinada com uns amenos raios de sol e as cores do Outono, a motivação multiplica-se nos quilómetros pedalados. Ontem, na companhia do meu amigo Rui fizemos um passeio descontraído, desta vez sem pressas, e deixamos que as bicicletas viajassem por conta própria. No regresso separei-me dele, na Ribeira, para depois pedalar sozinho ou ao longo das belas praias gaieneses até à confortadora casa paternal, na Praia da Madalena.

Mesmo sendo um passeio a sós, na realidade nunca pedalamos sozinhos. Olho para os lados, para a frente e atrás de mim, e só vejo companheiros de pedalada. Conhecidos ou não, dou-me conta de que somos muitos e que, portanto, esta nossa solidão pode ser domada através da saudação, da palavra e da entreajuda.

Após passar no Cais Gaia, na rotunda junto aos armazéns de Dona Ferreirinha, vi um ciclista apeado que inspeccionava atento a sua bicicleta. E que bicicleta! O Sr. Tito é um aficionado das biclas e nas manhãs de Domingo gosta de fazer longos passeios a pedal , só ou em boa companhia. Por vias travessas, ontem acabei por me tornar o seu companheiro de pedalada.

Ao passar junto dele, parei e indaguei se precisava de assistência. Pois precisava, a sua bela bicicleta cheia de fibra não rolava. Ambas as rodas estavam empenadas de tal forma que esbarravam nos calços dos travões. – Não sabe o que me aconteceu! Uma sujeita veio do parque para cima de mim, atrapalhou-me, deitou-me ao chão e passou com um pneu do carro em cima das minhas rodas. – E ela não parou? – Nem sei se me viu! Felizmente o Sr. Tito estava bem, mas tal como as rodas, o seu ânimo estava feito num oito. – Ah, sim, tenho aqui a matricula.

Para continuar a pedalar até casa a solução encontrada foi desapertar um dos calços para que as rodas rolassem livres. Acompanhei-o e animei-o o quanto pude. Conversamos sobre bicicletas, percursos de vida, contei-lhe o que me motivava ao usar a bicicleta no dia-a-dia. Ia encorajado-o e travando-lhe o embalo da gravidade (agarrando-lhe o bolso da licra), pretendendo engrandecer o seu passeio. Chegado ao meu destino, o Sr. Tito teria ainda de pedalar sozinho até à Granja. Prontifiquei-me a acompanha-lo no resto do percurso, mas logo me desincentivou. – Já não sou novo para isto, as pernas custam a obedecer, mas devo-lhe confessar que sempre tenho vontade de pedalar, sem outro destino do que avançar e superar as minhas limitações. Eu vou devagar, esteja descansado, e vou com a sensação de que não estou sozinho. E despediu-se com um sorriso, pedalando a sua bicicleta carota, torta e destravada.

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ciclofilia [17] Bicimáquinas

“In 1997, in San Andrés Itzapa in Guatemala, Maya Pedal Association began recycling scraps of bicycles into Bicimáquinas.

Bicimáquinas are pedal-powered blenders, washing machines and threshing machines, eliminating the need for fuel and electricity. Pumps are also possible, and are capable of extracting 30 liters of water per minute from 30-meter deep wells (electronic pumps reach just to 12 meters).

The idea of these ingenious contraptions emerged from the desire to help the farming families of the San Andrés community. The issue that gave rise to Maya Pedal was the expense and shortage of electricity and fuel in the village.

Carlos and Cesar, creators of Maya Pedal, have achieved an extraordinary result: a worthy project that does not pollute and is extremely fascinating in its involvement of volunteers from around the world who are building a fantastic pedal revolution.”

www.mayapedal.org

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a pensar alto

Há coisa de dias li esta notícia e, desde aí, a pulguinha ficou cá alojada atrás da orelha. Se a CMP quer tanto ver-se livre desse colosso, então porque não converter o silo-coiso num centro de facilidades para os ciclistas do Porto!?

Sei que estou a pensar em grande mas depois de conhecer esta proposta da arquitecta norte-americana Annie Scheel que venceu o “Sustainable Design Competition 2010”, um concurso de ideias promovido pelo “Conselho de Construção Verde de Delaware Valley”, elevei-me nesse devaneio a pedais.

Situado entre as ruas 13th e Market, no centro de Filadélfia, o projecto visa oferecer serviços específicos para ciclistas como: restaurantes, vestiários com duches, cicloficina, lojas para venda, aluguer e, claro está, um hiper estacionamento para as bicicletes.

O estacionamento dispõe de um sistema vertical de armazenagem de múltiplos andares, com capacidade para 690 bicicletas. Um pátio central verde oferece luz e ventilação naturais ao edifício que, aliás, está localizado próximo ao distrito comercial, a atracções turísticas e a linhas de transporte público.

Ao oferecer todas essas facilidades, o projecto de Annie pretende incentivar o ciclismo como meio de transporte, reduzindo o trânsito e a poluição do centro de Filadélfia. Pena é que se trate apenas de um concurso de ideias…

Mas são boas ideias que ficam e de boas ideias é o que realmente estamos necessitados:

Estacionamento:
Nada como ter um lugar coberto e seguro para deixar as bicicletas durante o dia.

Restauração
:
Um local para refrescar, tomar um cafezinho, fazer uma refeição e conviver no que seria um ponto de encontro para os ciclistas.

Interligação com os transportes públicos:

Como fica perto das estações de Metro, da Trindade e do Bolhão, e terminus de linhas de autocarros, as pessoas poderiam deixar as bicicletas depois de chegar de transporte público e seguir aos seus destinos.

Lojas:

Bicicletas, gadjets, produtos voltados para o ciclista urbano a bons preços.

Oficina:
Uma cicloficina onde mecânicos pudessem afinar as mudanças, trocar uns calços, consertar e mesmo fazer uma revisão geral, onde se praticassem preços baixos para democratizar o acesso ao serviço.

Vestiários com chuveiro:

Uma opção para quem pedala distâncias maiores, não quer chegar ao seu destino suado ou não tem vestiário no trabalho, trocar de vestuário.

Aluguer de bicicletas:
Um local que pode ser integrado a um sistema de bicicletas partilhadas, para turistas ou para quem necessite de uma bicicleta e não tenha. Poderia ser possível emprestar biclas para quem deixou a sua na oficina.

Digam-me lá se ali um silo-biclas não ficava tão bué da fixe, hummm?

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de quando a rua era a extensão do nosso quintal…

Cidade Cooperativa da Prelada

” A cidade é a rua. Isso é tão claro!

A casa é o lar: lugar do cidadão, da família, do exercício da nossa individualidade. Habitat do núcleo familiar ou do indivíduo que escolheu estar consigo mesmo.

A rua é o lugar do coletivo. Da convivência, das relações sociais. Das necessidades do ser gregário que somos.

Claro, que, em linhas gerais. Há atividades do indivíduo nas ruas e do coletivo nas habitações, mas são exceções à regra.”

“Qualquer coisa que tire a pessoa das ruas empobrece a cidade. Logo, quando construímos uma cidade baseada no carro, no medo e no refúgio dos prédios, estamos negando a sua própria identidade. A cidade perde o sentido. Transforma-se em um conjunto de prédios que nos abrigam.

Além do carro e do medo, hoje patologias da grande maioria das metrópoles, há o desafio do mundo virtual que, mal usado, é uma grande falácia; um autoengano grave.”

” A rua é o local onde a cidade se define. Por isso, ter calçadas decentes, parques, praças limpas, ciclovias que permitem curtir a cidade em ritmo humano, mesas nas calçadas, bancos são equipamentos fundamentais. A estética é fundamental: ter uma cidade bonita.

Contudo, mais do que a estética, eles valem pela funcionalidade. Reúnem as pessoas, permitem a fruição da vida.”

in A cidade é a rua, crónica imperdível de José Luiz Portella.

(Aqui, de quando a rua era a extensão do nosso quintal)

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de bicla até à Lello

Mais uma vez a Livraria Lello & Irmão, uma pérola do Porto e para mim a mais bela do mundo, recebe as mais diversas distinções mundiais. Desta vez foi a revista Time que publicou um artigo dedicado à prestigiada livraria, elogiando o espaço que foi restaurado em 1995 pelo arquiteto português Vasco Morais Soares, permitiram que continuasse a manter o seu esplendor e um espaço icónico da cidade.

“Ir ao Porto sem visitar a Lello, é como ir a Roma e não ver o Papa”. Quem o disse foi o proprietário do espaço, Antero Braga, e a Time citou-o no seu artigo. A livraria Lello nasceu em 1906 e já foi distinguida pela imprensa internacional como uma das mais bonitas do mundo.

“Uma evocação espetacular do neogótico construído para mostrar a riqueza local, com uma fachada de frente para a icónica Torre dos Clérigos”, é uma das descrições feitas pela revista norte-americana. A livraria possui um total de 120 mil volumes que podem ser consultados enquanto se ouve música ambiente.

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e é tão simples

I want to ride my bicycle…

An early rise lead to a Saturday morning at the Vic Market. The Autumn morning was sweet as, and the bike held its own.

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anstelle von autos, fahrrädern…

O que quer dizer “Em vez de carros, bicicletas…”

Delegados do Partido Pirata (Piraten Partei) posam para a foto no edifício do parlamento de Berlim a 19 de Setembro de 2011. (THOMAS PETER - REUTERS)

A notícia é requentada mas ainda circula ao ritmo de pedalada por toda a Internet (o mesmo que dizer por toda a parte). O Partido Pirata alemão, pequena força política que teve recentemente a maior votação da sua história, conhecido sobretudo por defender uma política mais aberta e transparente, o direito à informação, à cópia gratuita de conteúdos na Internet (na origem do seu nome está, aliás, uma campanha da indústria musical contra a pirataria) teve um sucesso tão grande nas eleições de Berlim que surpreendeu até os próprios membros do partido. Eles abocanharam 9% dos votos o que lhes reservou o direito a alaparem-se em 15 cadeiras no Parlamento e prometeram fazer furor a nível nacional. Para começar, os recém-empossados no parlamento enviaram uma carta ao senador Ehrhart Körting dispensando os carros oficiais, a que teriam direito e, no lugar deles, os novos políticos pediram 15 bicicletas e bilhetes dos transportes públicos. Os piratas explicaram que um carro com motorista para cada um custaria 93 mil euros por ano. Como foram eleitos 15, os custos anuais iriam para mais de 465 mil euros, enquanto as bicicletas custarão 30 mil euros, válidas por tempo indeterminado. Segundo eles, a troca dos carros por bicicletas poderá economizar o orçamento em cerca de 369 mil euros.

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