asian hope’s Bike Project

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trocar os “bês” pela B

A “B” está nas bancas e já anda por aí nos alforges de muitos amantes da bicicleta. A revista nasce de uma grande paixão pelas bicicletas de pessoas que adoram bicicletas, cada um à sua maneira. “Uns procuram trilhos cheios de pedras e raízes, outros preferem as movimentadas ruas da cidade, e outros, ainda, usam esta extraordinária invenção como forma de viajar por todo o mundo. (…)”

Assim que desfolhei a capa da revista acelerei na leitura de fascinantes textos, contornei todos os pormenores das fotografias e só travei na última página. Parado até 15 de Março, à espera da próxima edição, é que não vou ficar. Irei reler naqueles momentos em que estiver a precisar de uma valente injecção de efeito D.R.A.P. (De Repente Apetece-me Pedalar). Já estou em abstinência.

A revista é…… é boa, é bonita, é baril.

http://www.facebook.com/B.Cult uradaBicicleta?sk=wall

Director: Pedro Carvalho
Editorial: Hugo “Boinga” Cardoso, Miguel Barroso, Sofia Torrão
Fotografia: Manuel Portugal
Grafismo: Edgar “Eddie” Antunes
Contacto: pedro.carvalho@fast-lane.pt
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Portugal – The beauty of simplicity

HD Portugal Promotional Tourism Film | 2011

Simplesmente de fazer arrepiar a pele (aos 2’45’’ é o climax). Deliciem-se…

by Blue Coast Bike Tours

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passe a publicidade [9] A classification of cyclists of note & notoriety

Com a diferença de um cimbalino e uns minutos de pedalada nas teclas após encontrar a infografia de Amesterdão, dei de caras com esta singular ilustração: um poster que classifica uma selecção de notáveis ciclistas ao longo da história do desporto. Profissionais, amadores, heróis, batoteiros, duros, aventureiros… que viveram ou vivem grande parte das suas vidas de rabo sentado no selim e com os pés a rodar a cremalheira.

(clica na imagem 3x para a ver full screen)

Embora seja a interpretação de apenas uma pessoa ou de um grupo seleccionado de entendidos na matéria (who knows!?), saltam logo à vista (e a corrente aos colombianos) alguns erros crassos, mesmo assim até que dá um bom papel de parede para os fãs do ciclismo de competição debaterem os que estão, os que não estão (o duro, o fabuloso, a lenda, o nosso Joaquim Agostinho), e de que forma são todos eles lembrados.

 Encontrado aqui.

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passe a publicidade [8] On Yer Bike – a rough guide to Amsterdam

Infografia criada por Adam Spawton-Rice para a easyJet Holidays onde se promove a cidade de Amesterdão por uma das suas vertentes mais conhecidas, o ciclismo urbano. Descreve a atmosfera da cidade das bicicletas como “descontraída, agradável, e tão mainstream como se pode imaginar”. Ilustra um pouco da história controversa sobre a bicicleta como um símbolo da Holanda. Pleno de ironia, o conjunto de factos e mensagens que puxa o pedal ao nosso pé.

Trazido no alforge daqui.

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instantâneo da manhã

Para um ciclista a via é sempre verde…

hoje no cruzamento das ruas de Oliveira Monteiro e da Quinta Amarela

… e por vezes está verde tinto (!)

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feiras, finas e furos

as finas, entre modernas e antiquadas

Portugal é um país de feiras. Das feiras tradicionais que têm uma naturalidade genuína diferente dos grandes centros comerciais. A da Vandoma, de Custoias ou de Espinho são apenas alguns exemplos das feiras que fizeram também parte dos meus roteiros turísticos. Lá pode-se comprar de tudo e ter a sensação de estar num hipermercado ao ar livre, gozar dos prazeres do sol, do frio ou da chuva, numa sonora e colorida balbúrdia. São espaços pitorescos onde os cheiros se confundem com a vozearia típica dos feirantes. Onde na azáfama das compras, entre as bancas e barracas, se cruzam pessoas de todas as idades, origens e posses, e que não se acanham por um bom regateio.

Ontem foi outro Domingo-feira. Tive o privilégio de revisitar a Feira de Garagem da Cooperativa Sache, organizada por Mr. Lau e seus amigos vizinhos. A feira de garagem é um tipo de feira urbana concentrada numa rua, voltada para a comunidade, para os que querem participar, comprar, vender ou trocar peças antigas que já não tenham mais uso ou que perderam a sua função. Lá encontram-se discos, livros, roupas, bugigangas, objectos de decoração, bicicletas, antiguidades, eu sei lá mais o quê, a preços acessíveis. Sem forças na carteira a tudo resisti com galhardia, especialmente ao charme das beldades que podem ver na fotografia. A cicloficina móvel de Mr. Sérgio foi de novo um sucesso. Com a sua mestria e a caixa de ferramentas, o guru da mecânica ciclista urbana do Porto não teve mãos a medir ao contributo para reavivar a suave mobilidade de bicicletas de várias espécies. Aqui podem ver a crónica do velho Lau e o excelente registo fotográfico do evento.

Quase ao arrumar das cestas, ali mesmo, fizemos a reunião do projecto dos mapas para unir alguns pontos. Às tantas a malta ficou invulgarmente encolhida com todos debaixo de um toldo, protegidos das impiedosas goteiras de chuva.

Mais tarde após as despedidas da praxe, me and Mr. Marcos pedalamos rua fora, eu para casa e ele para a baixa da cidade, mas o entardecer e a conversa estavam convidativos e acabei por acompanhá-lo até ao Carmo. Imediatamente após empreender o meu definitivo regresso a casa, uma prenda. Enquanto descia calmamente a rua ao lado do Hospital, um furo inconveniente na roda traseira da bicla obrigou-me a apear e a atravessar meio Porto a penantes, de mão dada com uma bicicleta coxa. Mais tarde, a meio da caminhada o mero detalhe da morrinha que infalivelmente se abateu sobre nós teria de compor o ramalhete e trazer um toque húmido ao nosso passeio romântico, meu e da Etielbina. Chegados a casa, antes mesmo de secar o couro, fui logo tratar da saúde à bicha para que esta manhã ele estivesse disposta a trazer-me ao colo para o gabinete.

Ah, já me esquecia. Aproveito para espalhar que quem quiser visitar ou participar na feira terão oportunidade em futuras ocasiões. Ficou decidido montar bancas todos os primeiros domingos de cada mês, das 10h00 às 17h00, para uma nova feira de garagem na Cooperativa Sache em Aldoar.

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ciclofilia [18] Bicicleta – Mobilidade Urbana

Curitiba vai de bike.

VotoLivre.org

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é para a frente que se pedala

comigo a pastar à porta de casa

Ontem saltei da cama com o telefonema despertador e desafiador do Rui. –“… vou dar um salto a Paços de Ferreira, queres vir?”… Hããã, onde!!!… “Daqui a meia-hora estou à tua porta…” e desligou sem que me deixasse pensar na resposta… Estremunhado, lá fui molhar as fuças, comer algo e vestir a minha armadura ciclista. Dei um beijo à minha querida e principal incentivadora, a quem prometi voltar vivo, e encarei o breu gelado da manhã. À porta de casa ainda esperei uns minutos na companhia de um curioso ruminante.

Lá fomos nós dois pedalar com a cara ao vento. O trajecto escolhido seria o mais curto mas as opções também não abundam. Depois de deixarmos o cinturão urbano da Circunvalação, na Areosa, rumamos a norte, na direcção de Santo Tirso. Ali mesmo, sendo uma manhã calminha de feriado nacional, encontramos alguns ciclistas, bastante trânsito, carros mal estacionados e pessoas que atravessavam as ruas à toa. Após a nossa passagem por Alfena, encontramos a pacatez da vida rural acossada por alguns pacóvios dos tunings. Na Água Longa desviamos à direita para nos embrenharmos na Agrela, serpenteando serra acima até Paços.

lá vai o Rui a caminho de Paços com a Agrela à vista

O tempo estava meio esquisito e a ameaça de chuva pairou sempre por cima das nossas cabeças. Na escalada inspirei fundo o ar puro da serra e, sem sobressaltos, passamos por lugares bem tranquilos. Não fosse o manto cinzento de nuvens no horizonte poderia ter apreciado melhor as belas paisagens a perder de vista. Quase no alto da serra, pouco íngreme mas infinitamente longa para as minhas pernas, parei de pedalar com a desculpa esfarrapada de tirar uma fotografia. É verdade que havia da minha parte a vontade de aproveitar todos os minutos de descanso possíveis, mas não poderia arrefecer o corpo. Tinha de encarar o resto da subida.

de coração acelerado pela escalada e pela paisagem à nossa volta

Mas o motivo real da viagem era uma visita rápida à casa dos sogros do Rui. Chegados ao destino fui convidado a entrar numa cozinha acolhedora de um casal de velhotes, os donos da casa. Um copo de água, duas bolachas Maria e o calor emanado do fogão a lenha foi o que aceitei de bom grado. E meus amigos… se deu vontade de ficar por ali mesmo, sentado, foi o apelo perfumado da comida caseira. Mas tínhamos de regressar ao Porto. Saímos então daquele confortável calor familiar, voltando para a aspereza fria da estrada. E essa é uma das vantagens de não pedalar sozinho, a gente acaba sempre por proteger a carcaça do vento na descida, pedalando em frente um do outro.

Que ninguém julgue que pedalar seja sinónimo de sofrimento. Nunca é e nunca será. É puro prazer e uma sensação maravilhosa de conquistar o mundo com as nossas próprias pernas. Mesmo nos momentos mais difíceis, temos a plena consciência de que estar ali, sentindo e apreciando aquilo tudo, era absolutamente melhor do que estar acomodado a num estofo, enfiado numa redoma de vidro ou mesmo uma limousine para nos levar pelos mesmos lugares. Nada seria melhor do que estar ali, ter ido e ter voltado do mesmo jeito, absolutamente livres, satisfeitos e com a missão cumprida. Se houve um pouco de desgaste físico que é que isso importa. Para a frente é que se pedala.

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contratempo

Hoje a chuva foi impiedosa e apanhou-me desprevenido a meio caminho. Agora vou sentar-me num aquecedor…

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