feiras, finas e furos

as finas, entre modernas e antiquadas

Portugal é um país de feiras. Das feiras tradicionais que têm uma naturalidade genuína diferente dos grandes centros comerciais. A da Vandoma, de Custoias ou de Espinho são apenas alguns exemplos das feiras que fizeram também parte dos meus roteiros turísticos. Lá pode-se comprar de tudo e ter a sensação de estar num hipermercado ao ar livre, gozar dos prazeres do sol, do frio ou da chuva, numa sonora e colorida balbúrdia. São espaços pitorescos onde os cheiros se confundem com a vozearia típica dos feirantes. Onde na azáfama das compras, entre as bancas e barracas, se cruzam pessoas de todas as idades, origens e posses, e que não se acanham por um bom regateio.

Ontem foi outro Domingo-feira. Tive o privilégio de revisitar a Feira de Garagem da Cooperativa Sache, organizada por Mr. Lau e seus amigos vizinhos. A feira de garagem é um tipo de feira urbana concentrada numa rua, voltada para a comunidade, para os que querem participar, comprar, vender ou trocar peças antigas que já não tenham mais uso ou que perderam a sua função. Lá encontram-se discos, livros, roupas, bugigangas, objectos de decoração, bicicletas, antiguidades, eu sei lá mais o quê, a preços acessíveis. Sem forças na carteira a tudo resisti com galhardia, especialmente ao charme das beldades que podem ver na fotografia. A cicloficina móvel de Mr. Sérgio foi de novo um sucesso. Com a sua mestria e a caixa de ferramentas, o guru da mecânica ciclista urbana do Porto não teve mãos a medir ao contributo para reavivar a suave mobilidade de bicicletas de várias espécies. Aqui podem ver a crónica do velho Lau e o excelente registo fotográfico do evento.

Quase ao arrumar das cestas, ali mesmo, fizemos a reunião do projecto dos mapas para unir alguns pontos. Às tantas a malta ficou invulgarmente encolhida com todos debaixo de um toldo, protegidos das impiedosas goteiras de chuva.

Mais tarde após as despedidas da praxe, me and Mr. Marcos pedalamos rua fora, eu para casa e ele para a baixa da cidade, mas o entardecer e a conversa estavam convidativos e acabei por acompanhá-lo até ao Carmo. Imediatamente após empreender o meu definitivo regresso a casa, uma prenda. Enquanto descia calmamente a rua ao lado do Hospital, um furo inconveniente na roda traseira da bicla obrigou-me a apear e a atravessar meio Porto a penantes, de mão dada com uma bicicleta coxa. Mais tarde, a meio da caminhada o mero detalhe da morrinha que infalivelmente se abateu sobre nós teria de compor o ramalhete e trazer um toque húmido ao nosso passeio romântico, meu e da Etielbina. Chegados a casa, antes mesmo de secar o couro, fui logo tratar da saúde à bicha para que esta manhã ele estivesse disposta a trazer-me ao colo para o gabinete.

Ah, já me esquecia. Aproveito para espalhar que quem quiser visitar ou participar na feira terão oportunidade em futuras ocasiões. Ficou decidido montar bancas todos os primeiros domingos de cada mês, das 10h00 às 17h00, para uma nova feira de garagem na Cooperativa Sache em Aldoar.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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6 respostas a feiras, finas e furos

  1. Eh pah.. um furo pouco oportuno!

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  2. paulofski diz:

    É verdade Sérgio, e irritantes como são todos os furos. Acho que vou ter de gastar umas massas e comprar um daqueles liquidos anti-furo.

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  3. Marcos diz:

    Grande abraço Paulo! O passeio até a cordoaria foi fixe! Vejo que ainda tenho muito o que conhecer no lado ocidental da invicta!

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  4. paulofski diz:

    Grande abraço Marcos. A reparar na foto, tu não largas a bicicleta 🙂

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  5. Marcos diz:

    ah é verdade, só agora que percebi! Já agora qual a marca da bicla mesmo???

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  6. paulofski diz:

    É uma Scrap Delux da Velorbis que o Miguel e o Sérgio estão a trazer cá pra terrinha.

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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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