ode às manhãs de domingo

Castelo de Guimarães

Assim é, certamente, o meu perfeito começo de dia. Quer dizer, em parte  sinto essa alegria também nas primeiras horas dos dias úteis, mas num domingo preguiçoso tem um sabor diferente. Sem um caminho obrigatório ou horas a cumprir, apenas um cardápio de lugares tão bonitos à escolha onde podemos ir e voltar. Às sete e pouco é uma hora excelente para começar a pedalar. Tem-se uma sensação de exclusividade das primeiras horas da manhã. Acontece que na garupa da bicicleta, aquele amanhecer enevoado é contagiante, o ar puro, a fresca da morrinha e todos os possíveis estímulos abrem demais o apetite de dar ao pedal. Talvez por isso, não foi em ritmo de passeio que nem um par de horas depois, já estávamos em Guimarães.

Depois da reposição de calorias, de desorientação pelo trecho urbano do centro histórico, o limite seria chegar ao topo do Monte da Penha, lugar que me era desconhecido. Lá em cima a vista é bonita demais, dizem, onde se contempla a cidade berço e a verdejante paisagem minhota. A escalada é difícil, mas como um alpinista que chega ao pico e fica fascinado pela paisagem,  desoladamente, lá em cima, apenas tentei imaginar o vislumbre da cidade e de quantos lugares incríveis estaria o nevoeiro a esconder. Para partilhar o momento, as bicicletas ficaram encostadas à grade, em pose para a fotografia, enquadras naquele enorme quadrado cinzento, enquanto os ciclistas arrefeciam a carcaça. Estávamos ainda a meio da manhã, com metade da pedalada, assarapantados no regresso por alguns condutores de domingo.

miradouro da Penha

caprichadas, da esqª para a dtª, as meninas do Tiago Silva, do Ricardo Cruz, a minha e a do Rui Morais

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can’t miss [51] acabra.net

Um homem atravessa Portugal na sua querida bicicleta… e assobia!
António Loureiro é alentejano mas percorre o país de norte a sul

António Loureiro é alentejano
mas percorre o país de norte a sul

“[…] António Loureiro, o amolador de tesouras, traz a chuva. Assim que as pesadas nuvens cinzentas tapam o sol e as pequenas gotas se precipitam sob o solo, é certo vê-lo atravessar ruas e ruelas na sua bicicleta. O som do seu assobio, tão característico, estende-se como o vento sobre a cidade chamando os clientes para amolar tesouras e alicates ou afiar facas e outros objectos de corte, bem como arranjar varetas de guarda chuvas ou até panelas.” […

Por Rafaela Carvalho

(continua a ler aqui)

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ciclofilia [95] The Riverside Adventure

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moving star

Pascal Guyot/AFP

Rui Costa triunfa na verdadeira etapa rainha e faz a dobradinha no Tour. Nesta etapa o português entrou logo de saída num grande grupo, ultrapassou as cinco montanhas e a chuva que encontrou pela frente, para nesta edição do Centenário mais uma vez chegar isolado à meta. Se vencer uma etapa no Tour já é um feito, vencer duas das mais difíceis ainda mais. Com este êxito, Rui Costa igualou Joaquim Agostinho que bisou numa mesma edição do Tour, e também Acácio da Silva no total de três êxitos. Portugal tem novamente um dos melhores ciclistas do mundo e o ciclismo mundial volta a ter um dos melhores desportistas lusos da actualidade.

Portugal tem um dos melhores ciclistas do mundo e o ciclismo tem um dos melhores desportistas lusos da atualidade! – See more at: http://carrovassoura.blogspot.pt/2013/06/brilhante-rui-costa.html#sthash.QLMKQqeJ.dpuf
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bike touring band

No meu habitual roteiro a pedais até à casa paternal, na Praia da Madalena, a passagem pela Ribeira é obrigatória. No cais, artistas de várias paragens e artes competem pelas fotos, palmas e euros dos turistas. Ontem, uma mini multidão e os acordes melodiosos que trazia o vento, fizeram-me por os pés no chão e cativaram-me por instantes. Não teriam atraído a minha atenção não fosse a boa música e, vá lá, a bicicleta.

bike music band

Já no regresso a casa, passo por um bando de músicos que viaja de bicicleta, levando absolutamente tudo com eles. Reencontro a banda que vi na Ribeira e à minha frente dava corda aos pedais. Não vieram actuar no Marés Vivas nem ficaram para dar festival! Estes andam em tournée… 

bike touring band

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passe a publicidade [50] Project Aura: The Product

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fotocycle [89] no paredão

farol do molhe… encostada ao farol, enquanto o dono dá banho à minhoca!

 

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o mais popular

Rui Costa
Depois do triunfo em 2011 na subida ao Super Besse, esta é a segunda vez que Rui Costa conquista uma vitória na mítica prova francesa. O jovem ciclista natural da Póvoa de Varzim é o 6º português a vencer uma etapa no Tour e o 3º a alcançar mais que uma etapa, sendo apenas superado por Joaquim Agostinho e Acácio da Silva.

Meticuloso, determinado e inteligente, Rui Costa deu esta terça-feira mais um passo na sua afirmação como o melhor ciclista português da sua geração. O ciclista da Movistar foi o mais forte do mini pelotão de 26 ciclistas, que havia escapado e alcançado mais de onze minutos de vantagem sobre os grandes favoritos, tendo aproveitado a última subida do percurso, no Col de Manse, para a investida que lhe valeu a vitória. Ao chegar sozinho à meta em Gap, sendo o primeiro a completar os 168 quilómetros da 16.ª etapa da centésima Volta à França, o ciclista mais popular conquistou ainda o Prémio da Combatividade.

“Portugal tem um dos melhores ciclistas do mundo e o ciclismo tem um dos melhores desportistas lusos da atualidade! “

Portugal tem um dos melhores ciclistas do mundo e o ciclismo tem um dos melhores desportistas lusos da atualidade! – See more at: http://carrovassoura.blogspot.pt/2013/06/brilhante-rui-costa.html#sthash.BB3Nn7ky.dpuf
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bicicletários e… outros que “tálios”(!)

novos bicicletários da Invicta

novos bicicletários da Invicta – Biblioteca Municipal (foto: Grupo Ciclismo Urbano Portugal)

Apesar do evidente crescimento no uso da bicicleta para transporte, estacionar a bicla é ainda um sério problema com que o ciclista urbano se depara diariamente, seja pela ausência de bicicletários, seja pelo uso abusivo dos poucos que existem por utilizadores de outro tipo de veículos motorizados. É muito comum para o ciclista improvisar, parquear a sua bicicleta em qualquer lugar, de qualquer forma num cantinho qualquer. A bicicleta pode ser vista como um instrumento para a busca da sustentabilidade na medida em que promove a interacção social, é saudável, economicamente viável, e ambientalmente correcta. Além disso, os ciclistas colaboram para a redução do trânsito nas cidades. Por essas razões gradualmente têm havido investimentos no incremento do uso da bicicleta. Assim como as políticas públicas voltadas para o transporte não motorizado, um bicicletário pode ser considerado sustentável porque incentiva o uso da bicicleta.

bicicletário (!) Afurada

exemplo do que um bicicletário não deve ser – Afurada

Um bicicletário nada mais é do que um espaço reservado ao estacionamento de bicicletas (ver aqui como se deve construir um bicicletário). São estruturas metálicas, fixadas ao chão, com a finalidade de dar suporte a várias bicicletas, de modo que se possam prender ordenadamente com um aloquete (U-Lock) ou cadeado, garantindo a sua segurança contra furtos. Este mobiliário urbano pode ter vários formatos, acomodar várias bicicletas em simultâneo, permitindo o estacionamento de longa duração, facilitar a vida dos ciclistas e oferecer segurança aos peões. A existência de um local apropriado para se estacionar a bicicleta com segurança e conforto devolve dignidade a este modo de transporte suave. Os bicicletários são grandes estimuladores ao uso da bicicleta como modo de transporte. São bem-vindos em espaços públicos e em todos os lugares considerados pólos atractivos de pessoas, como por exemplo em escolas, terminais de transportes colectivos, hospitais, mercados, lugares que recebem diariamente muitas pessoas e que lá poderão chegar facilmente por bicicleta.

bicicletário- Velo Culture Matosinhos

exemplo de um bicicletário em condições -Matosinhos (foto: Velo Culture Porto)

A implantação de um bicicletário requer uma área equivalente a um lugar de estacionamento automóvel. Num espaço de 6m2 podem ser parqueadas até 8 bicicletas. Os suportes adequados devem ser suficientemente robustos para neles se encostar a bicicleta na sua posição normal. Os modelos mais indicados devem permitir prender a bicicleta pelo quadro e pela roda frontal. Devem ser em formato de “U” invertido, mas o “O” ou o “R” também servem para o efeito. Os famigerados suportes “empena rodas”, que apenas suportam a roda, não são indicados pois não permitem o estacionamento de todos os modelos e tamanhos de bicicleta, obrigam o ciclista a utilizar cadeados maiores, ficando a bicicleta em rico de tombar e danificar a roda. A forma como o ciclista prende a sua bicicleta dá a medida do apreço do ciclista à sua bicicleta e, portanto, explica porque o ciclista prefere encostar a sua bicicleta a um poste na rua e deixá-la bem presa por um U-lock, a deixar a bicicleta num empena-rodas qualquer

nortegreen empena rodas

exemplo errado de um bicicletário, o “empena-rodas” do Norte Shopping

Ordenar o estacionamento das bicicletas não é uma arte. Para quem não pedala, instalar o parque num lugar qualquer, onde a bicicleta não chega a ele ou simplesmente está tão mal instalado que não dá para prender a bicicleta, mais valia que estivesse quieto! O bicicletário também não precisa de ser uma obra de arte. Para quem pedala e quer estacionar a sua bicla em segurança, apenas precisa que tenha o caminho desobstruído e que o bicicletário permita que prenda a bicicleta em segurança. Como se já não bastasse a pouca quantidade de bicicletários na cidade, os poucos que existem são ocupados de forma abusiva e irregular.

bicicletário casa da música

bicicletário “partilhado” da estação de Metro da Casa da Música

A infraestrutura das cidades deve ser projectada para abrigar as diferentes formas de transporte das pessoas (a pé, de bicicleta, transporte colectivo sob pneus e sobre trilhos e transporte individual) com qualidade, conforto e segurança. Com esse objectivo, as cidades devem desenvolver planos cicloviários para que a bicicleta se torne uma opção de transporte para todos. Um planeamento cicloviário projecta onde, quando e como é implantada uma ciclovia, com o objectivo de formar diversas ligações em rede possibilitando a circulação de ciclistas por toda a cidade. Para garantir um bom uso do sistema cicloviário devem ser implantadas infra-estruturas auxiliares como bicicletários, para além de uma adequada sinalização que lhe dê viabilidade.

monsieur André

porque o ciclista prefere encostar a sua bicicleta a um poste na rua e deixá-la bem presa por um U-lock (na foto a Monsieur do André)

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ciclofilia [94] chain

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