não sei se do frio ou do f.d.s. que está à porta, mas hoje sinto-me eléctrico!

A primeira linha de eléctricos da Península Ibérica foi inaugurada no Porto a 12 de Setembro de 1895. Nestes quase 124 anos, a rede de linhas de eléctricos teve um importante desenvolvimento, cobrindo praticamente todo o território urbano, chegando ao centro dos concelhos limítrofes da área metromopolitana tripeira. Na segunda parte do século XX seguiu-se um processo de declínio, designadamente na década de 80, levando que este meio de transporte fantástico passasse a ser praticamente marginal. Aos poucos, os eléctricos foram sendo postos de lado, desaparecendo das ruas da cidade. Foram sendo substituídos pelos tróleis e por autocarros. Depois surgiu o metro que revolucionou totalmente a mobilidade da Invicta. Na Rotunda da Boavista, a Remisse cedeu o lugar à Casa da Música. Em Massarelos, na antiga central termo-eléctrica, foi instalado o Museu do Carro Eléctrico.

O eléctrico da Linha18 manteve-se em circulação, entre o Carmo e Massarelos, fazendo ligação com a Linha 1 que circula ao longo da Marginal do Douro, entre o Infante e o Jardim do Passeio Alegre. Em certa ocasiões especiais, é nesta linha que podemos apreciar alguns dos belos exemplares dos velhos carros de carris. Alinhados, em desfile, os eléctricos históricos saem à rua para encantar os passageiros, e que os vê passar, relembrando o passado. Ressurgiu a Linha 22, que liga o Carmo à Praça da Batalha, bem como a Linha Turística, a Tram City Tour.

Os carros eléctricos são uma mais-valia para a cidade. Costuma-se dizer, e com razão, que o “velho” torna a cidade mais bonita. Este é um meio de transporte muito agradável, não poluente e arejado, contemplativo, adequado ao turismo e à fruição de importantes espaços paisagísticos do Porto. Permite que as pessoas se movimentem no centro, melhorando a mobilidade e ajudando a retirar os carros dos passeios… quer dizer, isso quando os xôres automobilistas não se lembram de deixar os seu popós sobre os trilhos (o que é recorrente), estorvando ou mesmo impedimento a circulação. Deixo ficar um desejo de ver expandida a rede de eléctricos da cidade, por exemplo a vontade de ver o eléctrico chegar ao Castelo do Queijo, de voltar a subir a Avenida da Boavista no 19 de tão boa memória, e, já agora, porque não uma ligação entre o Infante e a Estação de São Bento pela Rua Mouzinho da Silveira.

Quem anda regularmente de bicicleta na cidade já sabe que onde existam carris de eléctrico é necessário estar mais alerta. Muitos ciclistas aproveitam o corredor entre os carris para improvisar uma ciclovia, perfeitamente viável, mas terão obrigatoriamente de redobrar a atenção para que as rodas nãoentrem na ranhura dos carris. É também forçoso redobrar cuidados num dia de chuva, por causa da água que torna os carris muito escorregadios. De uma forma ou de outra, eu já experimentei a técnica e me estatelei no chão, várias vezes, e só vos digo, não é nada agradável, nem para o corpo nem ao ego.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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