
Não é nenhum segredo que estou com 50 anos e especialmente quando estou a pedalar eu não sinto a minha idade… Mas, qualquer que fosse a minha idade, estando alapado no selim das minhas bicicletas era suposto sentir-me como!? Na verdade, sinto-me diferente do que há uns trinta anos atrás, quando andava na minha primeira bicicleta “de corrida”. Bem sei que para qualquer distância já não estou tão rápido, e isso vou sentindo ao pisar os pedais. Mas eu pedalo mais pelo prazer, a pura alegria e sensação de liberdade que isso me dá. Faz-me sentir bem. É, de certa forma, uma terapia espiritual. Os meus pensamentos voam e fazem esquecer o esforço físico. A bicicleta torna-se uma extensão do corpo, é a coisa mais próxima de voar sem realmente sair do chão. Homem e máquina que se tornam um e não há nenhum outro sentimento parecido. Apenas o presente ou o momento é real e a minha bicicleta é como uma máquina do tempo, que me leva de volta a sensações, as mesmas que experimentei há 30 anos e mais.
Andar de bicicleta é uma das minhas muitas paixões na vida. Precisamos de paixões, paixões que nos mantenham verdadeiramente vivos.




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