Sabemos como os estereótipos podem ser exagerados, é um elemento chave do preconceito, e daí até generalizar a coisa é um instantinho, já aqui o havia dito. Como qualquer pessoa que anda na rua pode atestar, os ciclistas não são diferentes dos peões ou dos automobilistas. Bem ou mal, o comportamento por nós adoptado é parte da mesma cultura cívica e urbana, a mesma que observamos por todo o lado.
Pois esta manhã, ali o rastafari man da foto fez de tudo para lhes dar razão. Vi-o passar “à lagardere” o vermelho do cruzamento da Constituição e depois seguir pelo passeio da Oliveira Monteiro. Mais à frente, na descida para o Carolina, ultrapassei-o e segui o meu caminho pela rua Augusto Luso. Já no cruzamento com a Aníbal Cunha, junto à Igreja de Cedofeita, passa à minha frente vindo da esquerda, ou seja, o tipo desceu a parte final da Oliveira Monteiro, parte que é de sentido proibido, cruzou a Rua da Boavista e entrou na Aníbal Cunha, sempre em sentido contrário! Fez mais de 300m em contra-a-mão! No cruzamento da Torrinha passo por ele e tiro-lhe o boneco. Subo para a Maternidade, continuo pela rua Adolfo Casais Monteiro e entro na D. Manuel II virando à esquerda, sempre no sentido rodoviário. E é junto ao túnel que dou com o tipo na minha direcção! Quer dizer, para estar ali o gajo fez toda a rua do Rosário em contra-a-mão! Como, não sei, mas imagino o quanto poderá ter enfurecido meio mundo com esse tipo de comportamento!
Para que não sejamos rotulados genericamente como incumpridores, que só sabem reclamar e exigir, o melhor é mesmo respeitar as regras do código de estrada, cumprir o código para receber em troca alguma dose de compreensão de quem connosco partilha a via, evitando constrangimentos e prejuízos, principalmente para nós.



![reciclando [23] ciclista e peão](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2013/03/ciclovia-da-prelada.jpg?w=200&h=200&crop=1)











Caro amigo, até parece que és o arauto dos cumpridores da “cultura cívica e urbana”!
Estamos a falar de uma bicicleta, “este tipo de comportamentos” é diferente do que se fosse o caso de um automóvel (ou pior ainda um pesado).
Na Holanda, um dos melhores exemplos de mobilidade sustentável (bicicletas), quase todas as vias nas cidades incluem a excepção no sentido obrigatório para (imagine-se) bicicletas…
Haja mais tolerância
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A Holanda é a Holanda. Quanto à tolerância, ou à falta dela, já aqui havia escrito algo a ver com isso:
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