Um dos mais desencorajadores motivos para não vermos mais gente a pedalar nas ruas, dizem, é a falta de segurança que sentem no fluxo do trânsito.
A segurança a que se referirão estará relacionada com o modo agressivo e desrespeitador com que os automobilistas conduzem e ocupam o espaço nas estradas e ruas da cidade. É um facto que há pessoas ao volante que são impacientes, intolerantes e consequentemente agressivas. Não conseguem perceber que aquele que pedala à sua frente está sujeito ao seu comportamento. Nenhum cidadão consegue controlar o trânsito, melhorá-lo com apertos e insultos, com buzinadelas e intransigência. A única coisa que o automobilista controla de facto é a sua atitude e decisões. Ao controlar um veículo motorizado e pesado terá de evidenciar um comportamento calmo e compreensivo. Terá de entender claramente que é parte e a verdadeira causa do problema. Está sob o controle do automobilista entender que em cima de uma bicicleta há um outro ser humano, igual a ele, com os mesmos direitos, os mesmos sonhos, as mesmas vontades e que merece ser respeitado. Como tornar a rua mais segura? Acima de tudo partilhando-a com o devido respeito e da parte de todos, condutores, ciclistas e peões.
Faço um convite àqueles condutores que se sentem poderosos ao volante dos seus carros, que conduzem para além das regras e que muitas vezes colocam a própria vida em risco, que tenham a audácia de sentir o verdadeiro poder numa bicicleta. Sentir a verdadeira sensação de domínio absoluto e liberdade que a bicicleta oferece. O poder da determinação, o poder da superação, o poder de chegar aonde quiser com o próprio esforço físico. Usando a bicicleta, como meio de transporte ou mero passatempo, perceberiam que a vida sobre o selim pode ser, e é, muito mais divertida, muito mais gratificante.




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