Quando converso com os meus amigos ciclistas sobre os problemas e situações que enfrentamos na utilização da bicicleta, quando buscamos informações e experiências de ciclismo, pelas mais diversas razões, são os nossos assuntos locais que dominam mais as conversas.
Mesmo na internet, onde todos têm acesso a todos e a diversas opiniões, os ciclistas tendem a publicar, a comentar, a procurar notícias relacionadas com o ciclismo da sua área de residência, tanto local, regional ou nacional. O diálogo ocorre geralmente entre pessoas da mesma região que são directamente afectados. Mas o meio é global e como ainda vivemos num mundo livre e de informação isso permite que visitantes de outras partes do globo tenham acesso a essa informação e possam comentar sobre o que foi dito, embora estejam distantes entre si.
Este blogue, como qualquer outro, recebe tráfego de todo o mundo. Como actual blogueiro de bicicleta não fiquei espantado por receber tráfego de vários outros países. Já tenho experiencia de blogues para saber como isto funciona. Assim como pesquiso e cusco outras partes do mundo cibernético, usando minhas habilidades de detective (também conhecido como motor de busca), evidentemente que esperava que o meu humilde blogue fosse visitado, mas assim tanto acreditava que não!
Para satisfazer a minha curiosidade, verifiquei alguns padrões semelhantes nas visitas mas não notei que algum do meu conteúdo pudesse ser de particular interesse, especialmente para os meus visitantes internacionais. O que eu encontrei foi uma distribuição idêntica à procura de informação das visitas nacionais. Isto só veio demonstrar mais uma vez que a tendência é generalizada sobre o ciclismo como uma experiência de um mundo moderno. Basta ler alguns artigos sobre o mesmo tema para perceber o quanto as nossas experiências e necessidades são idênticas.
Como vivemos o ciclismo localmente é em tudo semelhante a muitas partes do globo. Facilmente percebemos o que outros ciclistas enfrentam, estando eles no Brasil ou na China. Falta de condições estruturais, cidades e regras antiquadas, motoristas agressivos, pessoas que não querem bicicletas nas estradas e os que não se rendem às bicicletas, são comuns em muitas partes do mundo, excluindo claro Copenhaga e Amesterdão onde o ciclismo é tão natural como respirar.
No entanto, sei que há muitos ciclistas que não gostam da ideia de haver uma comunidade de utilizadores de bicicleta. Esses querem ser considerados como indivíduos, e isso não é descabido pois eles são indivíduos. Ainda assim, não nos podem negar que possamos divulgar experiências, informação e carências básicas, e partilhar por todos os interessados que andam de bicicleta. Tais experiências são universais. Eles transcendem as fronteiras, idiomas e culturas. Da próxima vez que ler alguém a reclamar que não existe nenhuma comunidade de ciclismo, vou apenas dizer que até não haverá, mas há experiências de ciclismo universais que ligam todos os ciclistas, de modo a que devemos aceitar essas semelhanças e reconhecê-los como a Massa Crítica que faz do ciclismo um modo legítimo de transporte.



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