por nossa conta e risco

Será realmente perigoso andar de bicicleta ou é uma questão de inquietação, da teoria do medo? Tudo na vida envolve um risco. É simplesmente uma questão de exposição, e para cada coisa que fazemos pesam as probabilidades. Até a mais simples actividade física traz um risco inerente a danos corporais. Não há volta a dar-lhe. Quem ainda não tropeçou num tapete e deu um trambolhão? Quem ainda não engalanou a testa em cheio na porta de um armário? Por mais cuidado que tenhamos não conseguimos evitar todos os acidentes.

O factor sorte/azar está sempre presente na vida de cada um. O ciclista pode estar no lugar errado à hora errada. Pode cometer um erro catastrófico. Um automobilista pode agir por negligência, ou por dolo. O equipamento pode falhar inesperadamente. Cada um desses eventos pode mesmo ocorrer e ter consequências negativas. Mas o que fazer?

O grau de risco varia consoante o tempo e lugar. Alguns riscos podem ser minimizados com uma preparação adequada, como a manutenção da bicicleta e do equipamento de cada um. Outros não podem. Independentemente disso, é da percepção do ciclista onde e como pedalar. Embora, em alguns casos, possamos achar que algumas ruas são demasiado perigosas para andar de bicicleta, a cidade pode ser nossa amiga. O medo do ciclismo urbano pode ser atribuída mais a incerteza e à agressividade dos automobilistas do que ao risco e perigo efectivo. Mas o que se depreende, aquilo que eu depreendo, é que são mais os temores do que as probabilidades. O tamanho e a velocidade de alguns veículos que rasam as bicicletas intimida, e quem já não ouviu uma boca vociferada vinda da janela de um carro? São cães que ladram mas não mordem.

Considerações culturais, tais como a ideia peregrina de que as bicicletas existem para lazer e não pertencem à estrada, pretendem simplesmente lançar dúvidas que questionam a segurança do ciclista no trânsito. Além disso, a maioria dos que não andam de bicicleta crêem que os ciclistas são imprudentes e que contaminam as atitudes dos condutores. Quer dizer, carros que circulam pelas ruas da cidade a uma velocidade vertiginosa são o quê? Em geral, quando se fala de ciclismo, urbano ou não, apreensões e temores sobre a segurança são basicamente o que desencoraja as pessoas a usar a bicicleta no quotidiano. Mas, este não parece ser argumento suficientemente forte para avivar os receios de todos. Menos os dos ciclistas mais devotados. Certamente que algumas pessoas têm fundamentos reais para temer andar de bicicleta. Ocasionalmente, o inesperado acontece. Qualquer coisa pode acontecer, mas isso não significa que não prossigamos a pedalar.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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