bike tour, um testemunho primaveril

À má fila rapinei o testemunho ronronado pela  Safira. No complains amiga, é um excelente testemunho que merece ser partilhado, so…

Visto que Sasha e Nero não se compadecem do facto de seus massacrados donos labutarem de segunda a sexta, do nascer ao por do sol, nem compreendem o alcance da palavra ‘fim-de-semana’, e insistem em fazer palhaçadas às sete da manhã para que os levemos à rua, o que acaba sempre por acontecer porque não se atura aquele cão do demo a dar focinhadas e a babar-nos a cara, a malta levanta-se sempre cedo. E, depois dos cães tratados, fica-se com uma manhã imensa pela frente.

A de hoje foi dedicada à exploração de trilhos no cabo Espichel e arredores, em bicicleta. Equipada a rigor, com o capacete amarelo e preto muito pouco fashion que as regras de segurança me obrigam a usar, lá fui, qual Lance Armstrong de trazer por casa. O percurso pela estrada fez-se bem, não obstante a persistente estupidez dos condutores de automóveis que, vamos dizê-lo, são umas bestas sem consideração. (Amigos, se não podem ultrapassar, esperam. Não adianta buzinar, ninguém se vai mandar para a berma por vossa causa, deal with it. Já muito trabalho nos dá equilibrar o nosso abastado posterior naquele micro selim, não precisamos de pressão adicional, muito obrigada!).

Há muito tempo, se é que não foi a primeira vez, que não pedalava em trilhos. Não é, claro, confortável, mas vale pela ausência de carros, pela tranquilidade e pela beleza das paisagens que se vão descobrindo. Vale pelo encontro com outros determinados ciclistas, que nos cumprimentam com sonoros ‘bom dia’, aos quais respondemos com igual entusiasmo, enquanto tentamos evitar mais um pedregulho ou uma poça de lama. Vale pelos voos repentinos da passarada que surpreendemos nos campos, e pela brisa que o vento nos cola ao rosto. Vale pela figura ridícula que fazemos a assobiar o mítico tema do Verão Azul até que uma subida mais acentuada nos faça ficar sem pio. Vale pela sensação de orgulho ciclístico, ainda que outras pessoas nos digam laconicamente que há espaço para progresso. Só porque uma pessoa confunde o travão da frente com o de trás. Preciosismos….

Não sei é se os meus glúteos e afins também gostaram destes 40 km mas amanhã já vos digo mais qualquer coisa…


Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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