e porque não o título “Utilizadores de bicicleta duplicaram desde Janeiro”!!!

Esta notícia (!) não me sobressalta e dou-lhe atenção apenas com o propósito de aqui a comentar. Porque se tende a noticiar o inusitado, não o cão que mordeu o homem mas o homem que mordeu o cão, a(os) autora(es) desta notícia apresenta(m) números e argumentos pelo prisma que mais lhes convém. Ao contrário do que diz, não são as “Mexidas no Código da Estrada que podem explicar aumento de colisões, despistes e atropelamentos com velocípedes”. O dados da PSP apenas referem que aumentaram os acidentes em que estejam envolvidas bicicletas, o que é perfeitamente normal, e não o que os causou ou o simples facto de nos últimos tempos se ter vindo a observar um aumento substancial de utilizadores da bicicleta no dia-a-dia.

Apesar destes números sobre a sinistralidade rodoviária serem imputados à bicicleta, e mesmo sem pesquisar o amplo leque de causas associadas, a maior parte dos acidentes estão relacionados com a conduta negligente na estrada, essencialmente da parte dos automobilistas, e a escassa (má) informação sobre as recentes alterações ao Código da Estrada. Diz a reportagem a determinada altura: “Já as colisões com automóveis, que são o acidente mais frequente…” Acho que não será segredo para ninguém que, e face à sua força, é o automóvel que colide, com outro automóvel, com um peão, com uma bicicleta… A maior fatia nos números da sinistralidade rodoviária provém do veículo motorizado e do desrespeito do automobilista ao Código da Estrada. Infelizmente, continua a ser facto observado diariamente, especialmente em áreas urbanas, onde, curiosamente, mais circula a bicicleta.

De acordo com essa “pesquisa” de papel, as pessoas que usam a bicicleta são as causadoras do aumento da sinistralidade. Rotular a bicicleta como causadora de mais acidentes é preconceito puro e servilismo ao lóbi do ACP. Um ciclista pode andar rápido se vai a descer, mas habitualmente anda devagar e evita sofrer acidentes pois sabe que está mais exposto ao risco. O que estes autores pretendem aqui é confundir sinistralidade com imprudência. Confundir estes dois conceitos é essencial para o seu argumento, porque estão a tentar fazer crer que os ciclistas não são seguros na estrada.

Vendo os dados publicamente disponíveis, parece que há aqui uma bifurcação na estrada. As novas regras no Código da Estrada, nomeadamente os artigos de protecção ao ciclista, não vão causar um aumento da sinistralidade. Não há na reportagem menção dos excessos e desinformação dos automobilistas como um factor nesses acidentes. Parece que afinal são os maníacos ciclistas, “utilizadores vulneráveis da estrada” que causam os próprios acidentes! Se realmente fizermos uma abordagem científica ao problema, teremos de concordar que haverá culpabilidade de ambos os lados mas não na diferença que querem fazer crer. Não importa o quão devagar um ciclista pedala, o automobilista terá de ser previdente, partilhar a via em segurança com a bicicleta e reduzir velocidade. Então se assim é, a medida a tomar é a acalmia de tráfego, reduzir limites de velocidade, reduzir o risco e não eliminar a bicicleta.

Todos assumimos riscos na vida.  Uma vez na rodovia, na pele de peão, de ciclista e de automobilista, qualquer pessoa é livre de assumir as suas responsabilidades tendo sempre presente que não estamos imunes a sofrer um imprevisto, um acidente. É particularmente desconcertante quando se negligencia sobre a nossa própria segurança. Ao contrário do que a publicação publicita, é importante que todos entendam os riscos associados à circulação rodoviária, pédica e velocipédica, reforçando a ideia que todos os utilizadores da via pública têm direito a circular em segurança, devendo concentrar esforços no respeito pelo outro e pelo código que nos rege na estrada.

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where is my mind?

Where is my mind

backstage Primavera Sound, Parque da Cidade, Porto.

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fotocycle [133] piece

… of art

Parque da CidadeParque da Cidade, Porto.

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passe a publicidade [63] Horse Cycles

A short film about framebuilding company

horsecycles.com

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can’t miss [97] publico.pt/desporto

Para Nairo Quintana, tudo começou a ir de bicicleta para a escola

 

“Não há nada de invulgar em ir de bicicleta para a escola. É essa a realidade de muitas crianças em todo o mundo e, por necessidade, foi assim que Nairo Alexander Quintana Rojas começou, numa velha bicicleta de montanha, a fazer 16km duas vezes por dia, porque a família não tinha dinheiro para o autocarro e era demasiado cansativo ir a pé. A ida era fácil, sempre a descer, a volta era a subir numa inclinação de 8 graus. Foram as primeiras escaladas de alguém que, poucos anos depois, se iria tornar num dos melhores trepadores do pelotão internacional. E neste domingo, apenas à sua terceira participação numa grande volta por etapas, Nairo Quintana, o pequeno ciclista colombiano, chegou ao topo, triunfando na Volta a Itália em bicicleta, o primeiro corredor colombiano (e sul-americano) a fazê-lo em 97 edições da prova.”… (ler + da sua história aqui)

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junho festivaleiro – no Porto, esta semana

Um festival primaveril

Primavera Sound 2014+ informações: optimusprimaverasound.com

Um passeio tripeiro

Porto Antigo 2014
+ informações: www.facebook.com/BikeMagazine.pt

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hoje é dia de Massa Crítica…

… e é que é já a seguir!

Massa Crítica MarçoPorto, Praça dos Leões, 18.30h

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ciclofilia [113] Jony Bikes

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fotocycle [132] morrinha

morrinha

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o Jornal Pedal & Camisola Amarela

“O Jornal Pedal é a única publicação do género distribuída em bicicleta.

Conceito de “last mile delivery” implementado em Lisboa, pela Camisola Amarela que garante que o jornal chegue sempre rápido, promovendo, ao mesmo tempo, menos poluição, menos ruído, mais espaço para as pessoas, ou seja, maior qualidade de vida.”

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