fotocycle [57] motor humano

Logicamente que o modelo tem pernas para pedalar!

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , | Deixe um comentário

sobre a temática “militantes que criam falsas ciclovias”

Tenho acompanhado com interesse nos últimos dias um debate no grupo de comunicação da MUBi (Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta) sobre a temática “militantes que criam falsas ciclovias”. Os prós e os contras dos “logóciclos” pintados por cicloactivistas nas vias urbanas. Uma pintura escolhida como agente de mudança, indicando que a rua, a avenida, a estrada deve ser compartilhada por carros e bicicletas. Li diversas opiniões mas decidi não intervir directamente na troca de ideias, preferindo fazê-lo aqui.

O debate gira em torno da dicotomia do copo meio vazio e do meio cheio. De um lado os que acham que as pinturas são inúteis. Não são verdadeiras ciclovias segregadas, separadas dos carros, e que representam um efectivo perigo para os ciclistas. Do lado optimista, as marcações piratas no asfalto são mais do que um lembrete, são um começo, um prenúncio de que as coisas podem melhorar.

O stencil é uma ferramenta legitima de comunicação, forma de arte urbana que simboliza a batalha pela aceitação e mudança dos tempos. A imagem reproduzida é simplesmente uma bicicleta pintada numa via pública. A pintura é barata. É mais barata do que o reperfilamento das ruas. É mais barata do que instalar barreiras entre os carros e as bicicletas. A pintura em si não muda nada e as entidades municipais sabendo disso pouco ligam. Enquanto a tinta está fresca chama a atenção mas depois desaparece no seu objectivo, no esquecimento conveniente do rodado de pneumáticos e denegrida pelo óleo derramado dos motores.

Por exemplo, quando a figura está pintada no asfalto indica a forte possibilidade de passagem de uma bicicleta. Na perspectiva de alguns condutores a mensagem é ignorada, a menos que também sejam ávidos ciclistas. Quando um automobilista invade a ciclovia e abre a porta do carro, barrando a passagem de uma bicicleta, só fortalece o conflito. Aos olhos do mortal ciclista, aquele símbolo da bicicleta pintada no pavimento vaticina uma legitimidade de estar ali. Podemos estar cientes que as marcações não nos oferecem protecção. Não educa nem orienta o comportamento rodoviário. Não altera o layout das estradas que continuam como estavam, construídas sob o domínio do automóvel. No melhor dos cenários, ali os ciclistas urbanos sentem-se mais tranquilizados, têm uma presença marcada na via, um espaço reservado para as mudanças reais que virão. É a sua mensagem, uma acção reivindicativa para que se alterem as regras, para que se adopte um compromisso razoável de partilha da via urbana.

Recentemente a Câmara Municipal de Lisboa criou uma faixa para bicicletas partilhada na Avenida da Liberdade, mas os ciclistas não estão satisfeitos e dizem que a solução adoptada é perigosa. Existe uma falsa protecção dos ciclistas em movimento, num local que é reservado aos transportes públicos e veículos proiritários. Compreende-se o objectivo de partilha que as autoridades municipais tiveram em consideração, mas se não houver a devida educação dos motoristas em relação ao “intruso” de duas rodas, o caminho é ambíguo, arbitrário, cheio de armadilhas e perigos. Se um motorista corta à direita à frente de uma bicicleta e atinge um ciclista que tem o direito de passagem, não pode usar o argumento que não esperava ver uma bicicleta ali. A sinalização está lá, é legal e bem visível, no entanto continuam-se a fazer tangentes, com velocidade excessiva, desrespeitando o ciclista. Com o devido cuidado de reformular e adaptar o Código de Estrada, de formar melhores profissionais da condução e informar a populaça, muitas destas situações conflituosas poderiam ser evitáveis.

As figuras decorativas da bicicleta no piso, vulgo ciclovias, por si só não criam um lugar seguro para as bicicletas. Não fornecem nenhum tipo de protecção física aos ciclistas. A melhor protecção dos ciclistas nas estradas será o reforço da legislação, protecção jurídica, acalmia do tráfego. No entanto, apesar de eu ser um amorfo cicloactivista, ainda que de uma forma abstracta acredito estar entre os do copo meio cheio. Entre os ciclistas que se alegram em saber que essas marcações virtuais fortalecem os direitos dos ciclistas. Podem não oferecer o tipo de segurança que gostaríamos de ver, mas certamente a tinta não ficará esbatida quando houver um mar de gente a pedalar por essas “ciclovias” da esperança, que estabelecerão as bases da responsabilidade e da urbanidade, o efectivo direito de pedalar.

Publicado em mobilidade | Etiquetas , , , , , , , | 1 Comentário

pé no pedal

Pé no Pedal @ São Paulo – 2012

Mini documentário produzido e editado para um grupo de estudantes do curso de Jornalismo da faculdade FMU para o projeto de TCC (Trabalho de Conclusão do Curso), em São Paulo entre agosto e novembro de 2012.

O “Pé no Pedal” é um documentário que mostra histórias de ciclistas urbanos. Os personagens contam as experiências vividas em São Paulo e provam que a bicicleta tem o poder de transformar vidas. O trabalho também possui caráter ideológico, ao mostrar protestos feitos por cicloativistas, apresentar a estrutura cicloviária da capital paulista e falar sobre acidentes mortais envolvendo ciclistas.
Através deste documentário é possível enxergar a cidade de São Paulo pelos olhos dos ciclistas, um ponto de vista incomum para quem está acostumado a olhar o mundo pelo retrovisor dor carros.

Publicado em o ciclo perfeiro | Etiquetas , , , , , , , , | Deixe um comentário

on board – Air Cosmos

Xpress, low cost Cosmos

Publicado em fotocycle | Etiquetas , , , , , | Deixe um comentário

até para embelezar a lata!

Vamos por exemplo viajar para bem longe com a família, gozar umas férias na praia ou passar o fim-de-semana na aldeia. Se eu poderia ir a pedalar? Claro que sim, já aconteceu, a bicicleta foi criada para ser utilizada e não para ser transportada. Mas nem sempre é possível, e frequentemente tenho que levar uma, duas, às vezes três bicicletas! Como vou então transportá-las? E esta é uma questão que surge quando se viaja de carro e se pretende transportar bicicletas.

Existem pelo menos duas opções mais comuns para o transporte de bicicletas no carro. Mediante o tamanho do veículo e do número de bicicletas a transportar podemos optar pela que melhor serve as nossas necessidades e fazer da bicicleta a nossa companheira de viagem! Cada ciclista terá a sua escolha, mediante o tipo de bicicleta, ter um carro xpto, ter um motivo diferente para este ou para aquele método. Como primeira opção, o transporte da bicicleta dentro do carro será o mais simples, isto se tiver espaço para tal. A segunda é carregar a bicicleta do lado de fora do veículo, com o recurso a suportes.

No mercado existem vários modelos de suportes para bicicletas, diferentes para diferentes tipos de carros e ambos com prós e contras:

Suporte de bicicletas na traseira do carro. Exceptuando os que equipam algumas autocaravanas, o condutor terá de colocar e retirar o suporte consoante a necessidade de transportar bicicletas. Estes suportes devem obedecer à regra de não exceder a largura do veículo, não atrapalhar a visibilidade do condutor, permitir a visualização das luzes e matrícula do veículo. Para os carros que possuem engate de reboque existem modelos que aproveitam e utilizam esse acessório para encaixar o suporte. Outros modelos mais recentes já têm porta-bicicletas incluído.

Suporte de bicicletas no tejadilho do carro. É a forma mais usual de transportar bicicletas. Para além de não prejudicar a visibilidade do condutor, tem a vantagem de evitar indesejados danos nas bicicletas que ficam melhor acomodadas. É aconselhável que as bicicletas viajem bem ajustadas aos suportes. Aspecto negativo será talvez o de exigir algum esforço em içar a bicicleta para o tejadilho da viatura. Desta forma chegam a ser transportadas 4 ou 5 biclas. Reparando na foto que coloquei no início do post, podem ver que transporto as bicicletas sem a roda dianteira, que vai no porta-bagagens do carro, com a forqueta presa ao suporte por um sistema de aperto rápido. Vantagens: a bicla viaja mais segura, numa posição aerodinâmica e menos sujeita a oscilações provocadas pelo carro e pelo vento.

Mas muita atenção, se escolheu um qualquer destes suportes de tejadilho, nunca mas nunca se esqueça que leva as bicicletas em cima do carro…

Publicado em divulgação | Etiquetas , , , , , , | Deixe um comentário

domingo de manhã, upa upa

Um filme promocional da Rapha com cheirinho a Chico Fininho

Gingando pela rua acima, ao som do low speed

Sempre na sua, sempre cheio de speed...

 

Publicado em o ciclo perfeiro | Etiquetas , , , , , , | Deixe um comentário

do tornado que ontem devastou o litoral algarvio…

… e parafraseando Victor Domingos, “aqui alguém precisou de um estacionamento para bicicletas e não o tinha…”

Publicado em ele há coisas! | Etiquetas , , , | Deixe um comentário

ciclofilia [64] Cyclepassion Calendar 2013

Cyclepassion 2013 – Behind the Scenes with Sonya Looney – USA MTB endurance rider

For Europe Order your Calendar here:
cyclepassion.com

Video Production by Cyclefilm:
cyclefilm.com

Connect on Facebook
facebook.com/cyclepassion
facebook.com/cyclefilmfan

Publicado em motivação | Deixe um comentário

evolução, transformação, socialização, teorias para a revolução

Ainda não há muitos anos, e salvo raras excepções, a bicicleta não era socialmente aceitável como meio de transporte nas vias nacionais. Alguns a consideravam um mero passatempo infantil e que, de certa forma, interferia com as actividades adultas da condução. Alguns condutores abordavam as pessoas que pedalavam com impropérios, sobre a futilidade e o direito de viajar numa bicicleta na via pública. Quem pedalava era visto como um irresponsável, apenas pelo facto de se colocar entre eles e os seus veículos velozes e espaçosos. Buzinavam porque lhes estavam a barrar o caminho! As conotações negativas à bicicleta sempre foram associadas à questão do perigo e da percepção dos riscos decorrentes. De quem conduz nem uma autocrítica à forma como se comportam e partilham a estrada.

Depois o ciclismo já era visto em várias formas de utilização. Mesmo entre aqueles que as tinham e evitavam andar de bicicleta, já a viam com outros olhos e foram-na adoptando como forma de lazer ou exercício. Andar de bicicleta é frequentemente recomendado como um exercício de baixo impacto, uma excelente forma de exercitar o corpo, aumentar a capacidade aeróbica, fortalecer o coração e os músculos. Pedalando num parque, no campo ou num rua sem trânsito, foram aprendendo ou reaprendendo a pedalar, o que aumentou a probabilidade do “novo” ciclista começar a desfrutar as pedaladas. Andar de bicicleta entre amigos tornou-se uma maneira agradável de desfrutar do ar livre, de conviver e socializar. A bicicleta individualizou a actividade física, transformou preconceitos e ao mesmo tempo abriu ciclovias, um excelente caminho para o lazer e para a socialização.

Uma bicicleta pode ser comprada por relativamente pouco dinheiro, dependendo, é claro, do tipo de bicicleta que se pretende comprar. É, à partida, bem mais barata do que frequentar um ginásio. E uma vez que a bicicleta está em casa, ali à mão de semear, é susceptível de ser utilizada em qualquer momento para exercitar o corpo e a mente. Gradualmente, o ciclismo passou a ser uma actividade do agrado de muita gente e a formação de grupos de ciclistas, de clubes de ciclismo para o todo-o-terreno, o cicloturismo, até para jogos de tacos e bolas com biclas lá pelo meio, como que reinventou a roda e o modo de dar a volta aos pedais.

Nesse ponto, algo interessante acontece. O ciclismo para o exercício físico, como uma actividade socialmente aceitável, se transforma em bicicleta como meio de transporte. Usando uma bicicleta para recados, para a escola, para o trabalho, é uma maneira natural de combinar o exercício com outras tarefas diárias. Redescobriu-se que a bicicleta também pode ser incorporada na rotina diária. É neste contexto que, mesmo os mais fervorosos dependentes do automóvel, se começou a considerar a bicicleta como algo mais do que um veículo social. A bicicleta sempre é um veículo de transporte. A mudança foi tão subtil que nem se deu conta da transformação no corpo mas que faz toda a diferença na carteira, lá isso faz.

Ao contrário de um carro, que tem um único propósito, as bicicletas são máquinas multifacetadas. Eles fortalecem o corpo e a mente, pois permitem a qualquer pessoa viajar, sob seu próprio poder, a partir de um local para outro. Dão prazer e trazem a alegria de estar ao ar livre. Proporcionam que se aprecie a sensação do vento contra a pele, a soprar através do cabelo enquanto nos deixamos ir ao longo de uma descida. Algum dia a sociedade vai esquecer o momento em que as bicicletas eram estranhas na estrada. Com massa crítica, como parte do tecido urbano, o uso da bicicleta será socialmente aceitável por pessoas de todas as idades, condições e estratos sociais, sem restrição e sem hostilidade. Simplesmente porque não existem distinções artificiais entre os utilizadores da bicicleta, criados por uma sociedade obcecada pelo carro e que vai ser ultrapassado e visto no futuro como mais uma relíquia antiga de tempos idos.

Publicado em o ciclo perfeiro | Etiquetas , , , , , | Deixe um comentário

passe a publicidade [35] Après Vélo – Live the Ride

apresvelo.com

Publicado em moda | Etiquetas , , , , | Deixe um comentário