da FPCUB: “SEGURO OBRIGATÓRIO PARA BICICLETAS – NÃO OBRIGADO”

No final do mês de Agosto, a FPCUB publicou um comunicado sobre as declarações de Carlos Barbosa (ACP), que veio lançar a ideia de que o seguro deveria ser obrigatório para as bicicletas. Discordamos por completo desta ideia: oferecemos uma cobertura deste género a todos os nossos associados com cotas em dia, mas entendemos que a obrigatoriedade do mesmo não faz qualquer sentido. 

Link do comunicado:http://www.fpcub.pt/2013/08/comunicado-sobre-as-declaracoes-de-carlos-barbosa-acp

O ACP volta novamente a abordar este assunto, publicando esta semana na sua revista um artigo sobre a matéria – quer-nos parecer que estamos perante uma campanha que ataca diretamente a bicicleta e os seus utilizadores. Um acto falhado, já que a grande maioria de quem se faz deslocar de bicicleta, são também condutores de automóvel.

Mantemos a mesma posição que assumimos quando publicámos este comunicado: exigir um seguro obrigatório para utilizadores de bicicleta, faz tanto sentido como exigir um seguro obrigatório para qualquer cidadão que circule a pé.

O seguro é obrigatório para veículos motorizados, devido ao potencial destrutivo destes. Uma bicicleta tem um potencial destrutivo insignificante – aliás, até no artigo agora publicado na referida revista dá um exemplo paradigmático: um acidente aparatoso que “provocou a confusão”, mas que do mesmo não resultaram danos de maior, sendo depois feita uma especulação sensacionalista.

Casos em que os danos provocados por uma bicicleta são incomportáveis para o condutor da mesma, serão raros (ou mesmo inexistentes). Tal como o são para os peões.

fonte FPCUB

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skirtbike, um evento tipo “ó Rosa arredonda a saia”

Mã e filha num passeio de bicicletapelas ruas de Bucareste, Roménia, durante o evento 'Skirtbike' a 10 de Outubro de 2013 (Foto créditos: Daniel Mihailescu / AFP / Getty Images)

Mãe e filha num passeio de bicicleta pelas ruas de Bucareste, Roménia, durante o evento ‘Skirtbike’ a 10 de Outubro de 2013 (Foto créditos: Daniel Mihailescu / AFP / Getty Images)

Inspirada pela onda cycle chic que rapidamente se espalhou de Copenhaga a Nova York e Tóquio, duas irmãs iniciaram em 2010 o projecto SkirtBike, um blogue que promove o ciclismo urbano às mulheres de Bucareste. O objectivo é incentivar as mulheres a dar umas pedaladas com orgulho, aumentando o número de bicicletas nas ruas, promovendo a sua utilização no dia a dia, indo para o trabalho, para a escola, às compras ou quaisquer outras actividades diárias. Desde 2010, outras dez cidades da Roménia aderiram ao movimento SkirtBike, tornando-se assim num evento nacional, onde ocorre duas vezes por ano um desfile divertido e suave de bicicleta, espalhando elegância de saias pela cidade, para a confraternização terminar num apetitoso piquenique.

Na Grécia, em Atenas,  e em Portugal, Almada, foram cidades inspiradas pelo desfile romeno e fizeram algo semelhante este ano. Não foi um vira minhoto mas algo tão ou mais bonito.

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fotocycle [100] serenata à chuva

serenata à chuva

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can’t miss [60] p3.publico.pt/

A Sexta de Bicicleta de João Bernardino

Joao Bernardino

“A Sexta de Bicicleta habitual de João Bernardino, economista de 32 anos, começa bem acompanhada, pelos dois filhos. A viagem em que os leva de bicicleta à creche é marcada por um entusiasmo contagiante entre o pai que pedala e os passageiros que apreciam e comentam a paisagem que, à velocidade dos pedais, sentem passar.” […]

(para continuar a ler este magnífico testemunho clica aqui)

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pare, escute e olhe

pare, escute e olhe

Os semáforos visam regular o fluxo do trânsito, garantir a segurança dos peões, controlar limites de velocidade. Tanto faz se vamos de carro, de bicicleta ou a pé, os riscos de incumprimento são claros e quem já apanhou um susto a sério sabe que sim. Tal como um transeunte, um automobilista, um ciclista que passe um vermelho num cruzamento sabe que se coloca em perigo, arriscando-se a levar com um carro em cima! Apesar da cidade ser perfeitamente ciclável, está sobretudo feita e regulada para o tráfego automóvel. Uma vez inseridos no car doom, os ciclistas terão sempre de cumprir as mesmas regras, mesmo que as julguem inadequadas às bicicletas. É ponto assente que quem anda na estrada tem obrigações e se o semáforo está vermelho, na bicicleta e no cumprimento da lei devemos parar.

Abundam no entanto vários estereótipos sobre os ciclistas. Chavão, cliché, estereótipo, qualquer que seja o palavrão, há um preconceito generalizado sobre este grupo social. A característica frequentemente mais depreciativa é de que todos os ciclistas são uns incumpridores, uns “fora-da-lei”! Ainda para mais, com a recente aprovação da Lei 72/2013, a que actualiza alguns artigos do CE, tenho lido nas redes sociais das coisas mais aberrantes e incompreensíveis de que os ciclistas são acusados. Algumas pessoas, automobilistas ou não, têm sobre nós uma espécie de fobia doentia. Não nos querem na estrada e vêem-nos como todas as coisas más, ora porque estamos no caminho, ora porque somos uns incumpridores, ora porque representamos uma mudança, o que para eles parece ser difícil de aceitar. E o exagero é norma. Todos os estereótipos impõem exagero, é um elemento chave do preconceito, e daí até generalizar a coisa é um instantinho.

Sinceramente, compreendo o porquê de alguém, só porque vai na bicicleta, não se sentir obrigado a parar perante um sinal vermelho! Até porque muitos dos semáforos instalados nas cidades estão lá mais para regular a velocidade dos veículos motorizados. O semáforo tornou-se o sinal vermelho de tudo o que há de crendice contra os ciclistas. E apontam o dedo à ignorância, demonstrando muito do seu carácter, pois perante o mesmo incumprimento, constantemente observado no comportamento abusivo dos automobilistas, estes desviam a conversa, devolvendo com o falso argumento da pretensa obrigatoriedade de um seguro para os ciclistas, de licenças para as bicicletas, de penalizações só porque há quem se atreva a usar corpo na mobilidade em pé da igualdade de direitos na estrada. Eu já ouvi e li isto, infelizmente demasiadas vezes, e isto é o que enfrentamos nas estradas todos os dias. É raro escutar um não ciclista discutir desafogadamente o papel da bicicleta na mobilidade sem ouvir esse chavão que os ciclistas são uns fora-da-lei. A aceitação dos factos faz com que as pessoas tenham razão para reclamar, mas afirmar que os ciclistas são todos uns bandidos que escapam impunes às regras da sociedade é ter a cegueira permanente do que vejo com muito maior frequência, ou seja, automobilistas a acelerar no amarelo para cruzar a intersecção sob o semáforo vermelho, colocando-se a si e aos outros num risco muito mais elevado.

Como qualquer pessoa que anda na rua pode atestar, os ciclistas não são diferentes dos peões ou dos automobilistas. Bem ou mal, o comportamento por eles adoptado é parte da mesma cultura urbana que observamos por todo o lado. “Achas que eu sou parvo, havias de me ver ali plantado!” Uma vez parado num STOP, após confirmar que a via está desimpedida e sem trânsito, perante a “via verde”não correndo o risco de atrapalhar os peões numa passadeira, da mesma forma que os peões o fazem, porque não atravessar com cautela, continuando em segurança o seu caminho!? Outro exemplo, que sei legal em vários países, é a possibilidade de avançar sob o semáforo vermelho nas viragens à direita. Confesso que também cometo as minhas infracções e assumo que não sou exemplo para ninguém. Até corri o risco de ser multado por passar num vermelho enquanto pedalava! Valeu-me o facto de o agente da autoridade me ter visto parado no vermelho antes de eu decidir avançar e entrar na rotunda. “Sim, eu passei no vermelho, mas se não havia trânsito!” O polícia condescendeu. Não estou com isto a dizer que fiz bem e que todos o devam fazer, sei bem que o quão fraco sou como elo nesta via, mas o facto é que por vezes me sinto mais em perigo ficando ali, na pole position, à espera do arranque da manada motorizada. Mas o melhor é mesmo respeitar as regras do código de estrada ao máximo, cumprir o código para receber em troca alguma dose de compreensão de quem connosco partilha a estrada, evitando constrangimentos e prejuízos, principalmente para nós.

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ciclofilia [103] Sidewalk Gallery

“Brendan Davis tours the city of Ithaca by bike, viewing the streets as a gallery. He explores the connection street art has to the city through every neighborhood, with both commissioned and extralegal art.”

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fotocycle [99] bike quotes

time to changeVelo Invicta Capas Peneda, Porto

 

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projeto sobre rodas – primeiro episódio

“Preocupação com Mobilidade e boas ideias fazem parte da série criada pela agência VISUAL REVOLUTION. Neste primeiro episódio apresentamos a Pedalar Bike Courier que realiza um excelente trabalho e demonstra claramente que é possível adequar negócios ao respeito coletivo.”

visualrevolution.net

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e anti-furo… até ver!

pneu

A qualidade do pneumático, certas características como a aderência no piso molhado, a largura, a resistência aos furos e, finalmente, o preço, terão de se ter em conta no momento da preferência. Um pneu de 23 milímetros, lisinho, leve, com um toque suave na estrada, é tudo o que se quer para que uma bicla de estrada rode rápida e suave. Mas quando se quer cobrir aros 700 com pneus fininhos, a propensão de entalar a borracha numa frincha do paralelo e furar é grande.

É melhor não dar tantas chances ao infortúnio. Se se apostar mais no atributo da resistência do que na leveza, em ter um piso rugoso, de perfil mais alto e de preferência com protecção anti-furo, mesmo que afecte o desempenho da velocidade, embora não durem para sempre dão garantias de maior segurança, durabilidade e menor probabilidade de ter trocar uma câmara-de-ar a cada semana (foi esta a média que obtive no último mês com um par de pneus baratos montados na Cósmica, mas que fizeram uma porrada de quilómetros).

As bicicletas de estrada servem para tudo, inclusive para ir para o trabalho. Em comparação com as bicicletas urbanas ou híbridas, são realmente um pouco limitadas no conforto como na capacidade de carga, mas não na funcionalidade. Equipar uma “biciclete de corrida” com um pneu de turismo de 25 ou 28 milímetros, com boas características de piso apropriados para atravessar rios de água, com boa aderência no paralelo molhado, apto para o vidro espalhado nas ruas da baixa, é sempre um bom investimento. Mas atenção, nem sempre o furito inconveniente provém do lado do pneu!

Num final de tarde solarengo e no espaço de meia dúzia de quilómetros bati o recorde de furos na gOrka numa só saída. Em meia hora traquejei a minha habilidade de trocar câmaras-de-ar. Ao terceiro furo sempre na mesma roda, a traseira, com o stock de câmaras sobresselentes esgotado, nada mais me restou senão dar meia volta e rumar a casa, dando à bomba a cada quilómetro pedalado. Não é que seja aborrecido remendar câmaras-de-ar, isso até sei fazer direitinho, mas porque a interrupção indesejada estraga o bom fluxo das pedaladas, e dos pensamentos, do puro prazer que faz de ir dar um giro com uma bicla speed, ter um furo é das poucas panes que nos fazem perder tempo, para além de nos deixar as mãos sujas e dedos doridos à custa da borracha de um pneu teimoso. Depois, em casa e após demorada vistoria, tanto ao pneu como aos furos das câmaras que guardei, para meu espanto dei conta que ambas exibiam um belo furo no mesmo local, a dois centímetros da válvula e do lado oposto ao rodado! Ao contrário do que à partida poderia pensar, provir a causa da fuga d’ar do lado do pneu, a razão de tanto contratempo foi afinal uma aresta no aro que ficou exposta pela deslocação da fita de protecção. Após tanta falta de pressão, voltei a guardar a bomba de ar… e a carteira!

Assim, e quando se trata da escolha/compra de pneumáticos para a bicicleta, de estrada, tipo urbana ou todo-o-terreno, temos de investir mais na segurança e em detalhes que não apenas nos padrões da bicicleta, ou no preço da sola dos sapatos.

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bikenomics: How Bicycling Can Save The Economy

Bikenomics provides a surprising and compelling new perspective on the way we get around and on how we spend our money, as families and as a society. The book starts with a look at the real transportation costs of families and individuals, and moves on to examine the current civic costs of our transportation system. The book tells the stories of people, businesses, organizations, and cities who are investing in two-wheeled transportation. The multifaceted North American bicycle movement is revealed, with its contradictions, challenges, successes, and visions. microcosmpublishing.com/catalog/books/4418/

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