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A propósito das cicloférias veraneias dos meus amigos Ricardo, Levi e Alex, pelos caminhos de Portugal, recebi ontem um postal do Oriente, para onde Jorge Santos foi pedalar ao seu ritmo, por 15 dias, e fez 2.500 km de Xi’an a Xinjiang…

Jorge Santos (textos de viagem)

Jorge Santos

“Quando entrei no aeroporto de Lisboa, no dia 30 de Maio de 2013, numa meia tarde quente, sentia-me inseguro, transportava comigo um enorme embrulho contendo uma bicicleta meio desmontada e o que eu considerava ter de coragem, a metade bastante para tentar atravessar a grande China pedalando.

Revelou ser uma tarefa para a qual ainda não me encontrava preparado, a monotonia infinita do planalto tibetano e a paz que não levava comigo no pequeno alforge, revelaram-se-me avassaladoras.

Perguntou um polícia quando entrei na área internacional do aeródromo,

– qual é o seu destino?

respondi com vigor exagerado

–  para a China!

respondeu ele que para lá não iria de forma alguma

retorqui eu que sim, era sem dúvida alguma o meu destino,

respondeu ele de novo,

– não há voos entre Lisboa e Pequim

Disse-lhe  finalmente que faria escala em Istambul e deixou-me passar com um ar astucioso, peculiar em todas as autoridades de todos os países.”

…

(continua a ler aqui e aqui também)

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can’t miss [61] inbicla.blogspot.pt

1173km + 18 dias + 3 Sujeitos + Costa Portuguesa = A Aventura

foto Ricardo Cruz obidos_15_agosto
“18 dias, 1173 km, dezenas de paisagens de cortar a respiração, milhares de fotografias e encontros com pessoas incríveis. Um país único e diverso. Foi assim que Alexandre Teles, Levi Arrepia e Ricardo Cruz viveram a sua aventura de cicloturismo, em agosto de 2013. Num relato na primeira pessoa, Ricardo Cruz partilha com a iNBiCLA algumas das memórias desse passeio, ao longo do recorte marítimo de Portugal.”… (continuar a palmilhar a leitura aqui)

 

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da FPCUB: “SEGURO OBRIGATÓRIO PARA BICICLETAS – NÃO OBRIGADO”

No final do mês de Agosto, a FPCUB publicou um comunicado sobre as declarações de Carlos Barbosa (ACP), que veio lançar a ideia de que o seguro deveria ser obrigatório para as bicicletas. Discordamos por completo desta ideia: oferecemos uma cobertura deste género a todos os nossos associados com cotas em dia, mas entendemos que a obrigatoriedade do mesmo não faz qualquer sentido. 

Link do comunicado:http://www.fpcub.pt/2013/08/comunicado-sobre-as-declaracoes-de-carlos-barbosa-acp

O ACP volta novamente a abordar este assunto, publicando esta semana na sua revista um artigo sobre a matéria – quer-nos parecer que estamos perante uma campanha que ataca diretamente a bicicleta e os seus utilizadores. Um acto falhado, já que a grande maioria de quem se faz deslocar de bicicleta, são também condutores de automóvel.

Mantemos a mesma posição que assumimos quando publicámos este comunicado: exigir um seguro obrigatório para utilizadores de bicicleta, faz tanto sentido como exigir um seguro obrigatório para qualquer cidadão que circule a pé.

O seguro é obrigatório para veículos motorizados, devido ao potencial destrutivo destes. Uma bicicleta tem um potencial destrutivo insignificante – aliás, até no artigo agora publicado na referida revista dá um exemplo paradigmático: um acidente aparatoso que “provocou a confusão”, mas que do mesmo não resultaram danos de maior, sendo depois feita uma especulação sensacionalista.

Casos em que os danos provocados por uma bicicleta são incomportáveis para o condutor da mesma, serão raros (ou mesmo inexistentes). Tal como o são para os peões.

fonte FPCUB

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skirtbike, um evento tipo “ó Rosa arredonda a saia”

Mã e filha num passeio de bicicletapelas ruas de Bucareste, Roménia, durante o evento 'Skirtbike' a 10 de Outubro de 2013 (Foto créditos: Daniel Mihailescu / AFP / Getty Images)

Mãe e filha num passeio de bicicleta pelas ruas de Bucareste, Roménia, durante o evento ‘Skirtbike’ a 10 de Outubro de 2013 (Foto créditos: Daniel Mihailescu / AFP / Getty Images)

Inspirada pela onda cycle chic que rapidamente se espalhou de Copenhaga a Nova York e Tóquio, duas irmãs iniciaram em 2010 o projecto SkirtBike, um blogue que promove o ciclismo urbano às mulheres de Bucareste. O objectivo é incentivar as mulheres a dar umas pedaladas com orgulho, aumentando o número de bicicletas nas ruas, promovendo a sua utilização no dia a dia, indo para o trabalho, para a escola, às compras ou quaisquer outras actividades diárias. Desde 2010, outras dez cidades da Roménia aderiram ao movimento SkirtBike, tornando-se assim num evento nacional, onde ocorre duas vezes por ano um desfile divertido e suave de bicicleta, espalhando elegância de saias pela cidade, para a confraternização terminar num apetitoso piquenique.

Na Grécia, em Atenas,  e em Portugal, Almada, foram cidades inspiradas pelo desfile romeno e fizeram algo semelhante este ano. Não foi um vira minhoto mas algo tão ou mais bonito.

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fotocycle [100] serenata à chuva

serenata à chuva

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can’t miss [60] p3.publico.pt/

A Sexta de Bicicleta de João Bernardino

Joao Bernardino

“A Sexta de Bicicleta habitual de João Bernardino, economista de 32 anos, começa bem acompanhada, pelos dois filhos. A viagem em que os leva de bicicleta à creche é marcada por um entusiasmo contagiante entre o pai que pedala e os passageiros que apreciam e comentam a paisagem que, à velocidade dos pedais, sentem passar.” […]

(para continuar a ler este magnífico testemunho clica aqui)

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pare, escute e olhe

pare, escute e olhe

Os semáforos visam regular o fluxo do trânsito, garantir a segurança dos peões, controlar limites de velocidade. Tanto faz se vamos de carro, de bicicleta ou a pé, os riscos de incumprimento são claros e quem já apanhou um susto a sério sabe que sim. Tal como um transeunte, um automobilista, um ciclista que passe um vermelho num cruzamento sabe que se coloca em perigo, arriscando-se a levar com um carro em cima! Apesar da cidade ser perfeitamente ciclável, está sobretudo feita e regulada para o tráfego automóvel. Uma vez inseridos no car doom, os ciclistas terão sempre de cumprir as mesmas regras, mesmo que as julguem inadequadas às bicicletas. É ponto assente que quem anda na estrada tem obrigações e se o semáforo está vermelho, na bicicleta e no cumprimento da lei devemos parar.

Abundam no entanto vários estereótipos sobre os ciclistas. Chavão, cliché, estereótipo, qualquer que seja o palavrão, há um preconceito generalizado sobre este grupo social. A característica frequentemente mais depreciativa é de que todos os ciclistas são uns incumpridores, uns “fora-da-lei”! Ainda para mais, com a recente aprovação da Lei 72/2013, a que actualiza alguns artigos do CE, tenho lido nas redes sociais das coisas mais aberrantes e incompreensíveis de que os ciclistas são acusados. Algumas pessoas, automobilistas ou não, têm sobre nós uma espécie de fobia doentia. Não nos querem na estrada e vêem-nos como todas as coisas más, ora porque estamos no caminho, ora porque somos uns incumpridores, ora porque representamos uma mudança, o que para eles parece ser difícil de aceitar. E o exagero é norma. Todos os estereótipos impõem exagero, é um elemento chave do preconceito, e daí até generalizar a coisa é um instantinho.

Sinceramente, compreendo o porquê de alguém, só porque vai na bicicleta, não se sentir obrigado a parar perante um sinal vermelho! Até porque muitos dos semáforos instalados nas cidades estão lá mais para regular a velocidade dos veículos motorizados. O semáforo tornou-se o sinal vermelho de tudo o que há de crendice contra os ciclistas. E apontam o dedo à ignorância, demonstrando muito do seu carácter, pois perante o mesmo incumprimento, constantemente observado no comportamento abusivo dos automobilistas, estes desviam a conversa, devolvendo com o falso argumento da pretensa obrigatoriedade de um seguro para os ciclistas, de licenças para as bicicletas, de penalizações só porque há quem se atreva a usar corpo na mobilidade em pé da igualdade de direitos na estrada. Eu já ouvi e li isto, infelizmente demasiadas vezes, e isto é o que enfrentamos nas estradas todos os dias. É raro escutar um não ciclista discutir desafogadamente o papel da bicicleta na mobilidade sem ouvir esse chavão que os ciclistas são uns fora-da-lei. A aceitação dos factos faz com que as pessoas tenham razão para reclamar, mas afirmar que os ciclistas são todos uns bandidos que escapam impunes às regras da sociedade é ter a cegueira permanente do que vejo com muito maior frequência, ou seja, automobilistas a acelerar no amarelo para cruzar a intersecção sob o semáforo vermelho, colocando-se a si e aos outros num risco muito mais elevado.

Como qualquer pessoa que anda na rua pode atestar, os ciclistas não são diferentes dos peões ou dos automobilistas. Bem ou mal, o comportamento por eles adoptado é parte da mesma cultura urbana que observamos por todo o lado. “Achas que eu sou parvo, havias de me ver ali plantado!” Uma vez parado num STOP, após confirmar que a via está desimpedida e sem trânsito, perante a “via verde”não correndo o risco de atrapalhar os peões numa passadeira, da mesma forma que os peões o fazem, porque não atravessar com cautela, continuando em segurança o seu caminho!? Outro exemplo, que sei legal em vários países, é a possibilidade de avançar sob o semáforo vermelho nas viragens à direita. Confesso que também cometo as minhas infracções e assumo que não sou exemplo para ninguém. Até corri o risco de ser multado por passar num vermelho enquanto pedalava! Valeu-me o facto de o agente da autoridade me ter visto parado no vermelho antes de eu decidir avançar e entrar na rotunda. “Sim, eu passei no vermelho, mas se não havia trânsito!” O polícia condescendeu. Não estou com isto a dizer que fiz bem e que todos o devam fazer, sei bem que o quão fraco sou como elo nesta via, mas o facto é que por vezes me sinto mais em perigo ficando ali, na pole position, à espera do arranque da manada motorizada. Mas o melhor é mesmo respeitar as regras do código de estrada ao máximo, cumprir o código para receber em troca alguma dose de compreensão de quem connosco partilha a estrada, evitando constrangimentos e prejuízos, principalmente para nós.

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ciclofilia [103] Sidewalk Gallery

“Brendan Davis tours the city of Ithaca by bike, viewing the streets as a gallery. He explores the connection street art has to the city through every neighborhood, with both commissioned and extralegal art.”

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fotocycle [99] bike quotes

time to changeVelo Invicta Capas Peneda, Porto

 

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projeto sobre rodas – primeiro episódio

“Preocupação com Mobilidade e boas ideias fazem parte da série criada pela agência VISUAL REVOLUTION. Neste primeiro episódio apresentamos a Pedalar Bike Courier que realiza um excelente trabalho e demonstra claramente que é possível adequar negócios ao respeito coletivo.”

visualrevolution.net

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