Lá vai o cavalo de ferro, Douro acima, pelas curvas do rio.
Se eu podia ir também? Podia, mas, já se sabe, não seria a mesma coisa!
Quando estou sentado no selim de uma bicicleta, não há nada entre mim e o mundo que me rodeia. Não há vidro, não há metal, não há interior climatizado que me contenha a liberdade e o tempo. Apenas o devaneio e o espaço. Apenas o ar que respiro, que me torna vivo. Livre, a ambiência chega natural e envolve-me nas variáveis condições. Nos humores do vento e na ambiguidade da estrada. Os sentidos, esses, são seduzidos a cada curva, enquanto miro o Douro na clássica ida e volta ao Castelo, o Lugar que tem um lugar cativo no meu coração.




![fotocycle [206] primaverão](https://i0.wp.com/dgtzuqphqg23d.cloudfront.net/YmuKgzOPiOvf7tRF6Z-GZdOhOwI6PJSyPxXJ09gClP0-2048x1536.jpg?resize=200%2C200&ssl=1)

![textos de Marcos Paulo Schlickmann [4] Alguns conceitos básicos do transporte urbano de passageiros (1ª parte)](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2013/11/figura-11.jpg?w=200&h=200&crop=1)







