de bicicleta nos movemos mais rápido, vamos mais longe, mas não tão rápido ao ponto de não perceber as pequenas coisas

Desde que a pandemia de coronavírus se instalou, em março de 2020, o confinamento obrigatório como medida de controle da pandemia de covid-19 libertou as cidades da pressão do trânsito e da poluição, tornando-as menos intimidantes para os ciclistas. A mobilidade individual ao ar livre, em bicicleta ou a pé, tornou-se parte significativa da solução para alguns trabalhadores essenciais que necessitam de se deslocar. Embora o uso geral continue a ser muito escasso, ir de bicicleta para o trabalho, ajudando a evitar ter de ir no transporte público superlotado, reduz o risco de entrar em contacto com alguém que possa estar doente, tornou-se menos estranho aos olhos de muita gente. Embora reconheça que na maioria as pessoas são muito dependentes do transporte individual automobilizado, essencial para a sua vida cotidiana, é fundamental manifestar e incentivar que todos podemos usar a bicicleta nas nossas viagens curtas e, daí, colher os benefícios.

Enquanto vivermos estes tempos de incerteza, é normal nos sentirmos ansiosos. Pedalar uma bicicleta pode ser um escape. Pedalar tem o benefício adicional de melhorar a saúde mental e reduzir o stress. A grande vantagem em subir para o selim da bicicleta e dar ao pedal, independentemente da idade, nível de condição física ou habilidade, é que qualquer pessoa pode sentir a alegria do passeio – Tudo o que se precisa é uma bicicleta com pneus cheios e estamos prontos a ir. Aqueles que se deslocam de bicicleta são mais bem-aventurados e menos propensos à depressão. Podemos fazer muito, como indivíduos, para ajudar a reduzir o risco de adoecer. Para ajudar a prevenir a propagação do vírus, o conselho do confinamento é redutor. Com boas práticas de higiene e distanciamento social, a utilização da bicicleta é uma forma de tornar as nossas vidas melhores.

Já aqui o disse, o meu commute rotineiro para e do trabalho continuou activo e, na medida do possível, não deixei de dar as minhas pedaladas recreativas. Para muitos a bicicleta também se tornou um símbolo de liberdade na pandemia. Verificou-se um aumento na utilização da bicicleta, não apenas nas deslocações laborais mas sobretudo como uma oportunidade para a libertação mental e física dos confins da vida confinada. Os horários de maior movimento velocipédico são nos finais de semana, sugerindo que o aumento se deve principalmente ao uso recreativo. Mas não são apenas os guerreiros de fim de semana vestidos de licra que acumulam quilómetros. Ok, é quase desnecessário dizer – Coloque a sua saúde e segurança em primeiro lugar. Se não estiver se sentindo seguro, fique em casa, não faça aquela viagem a pedais em grupo e descanse o que precisa.

A pandemia continua a se espalhar mesmo com os planos de vacinação em andamento, a conta-gotas. Mas o cerco está sendo quebrado por jovens e velhos, especialmente por famílias, que tentam manter as crianças activas e entretidas. Agora não é hora de parar de pedalar. Se a tendência atual de diminuição de casos, e consequente alívio da pressão nos hospitais continuarem a se verificar, prevê-se que mais pessoas voltem ao trabalho. Pois que comecem a se deslocar de bicicleta, assim o desejo. Evidentemente que no pós-pandemia, com as vidas a retornarem à normalidade possível, uma nova realidade possa emergir – O entusiasmo pelo ciclismo, especialmente como meio de transporte. Para tal, espero ver as cidades e o governo cá da terrinha a adoptar medidas de incentivo com garantias que isso possa ser feito com segurança, fornecendo infraestruturas e facilitando a aquisição de bicicletas.

O que acontecerá nas próximas semanas e meses é incerto, mas claro está que há muito que todos podemos fazer para ajudar a reduzir o impacto social e individual. Vamos nos esforçar para nos concentrar nas coisas que podemos controlar, em vez daquelas que não podemos e, para nós, isso significa sair e desfrutar dos simples prazeres da vida como a de pedalar uma bicicleta. Estou confiante de que as bicicletas vieram para ficar. E que as pessoas encontraram uma maneira de tornar suas vidas melhores. Espalhar positividade num momento em que todos nós mais precisamos. De bicicleta nos movemos mais rápido, vamos mais longe, mas não tão rápido ao ponto de não perceber as pequenas coisas.

 

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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