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Estava marcado para ontem às 18h30 no centro de Lisboa. Objectivo? Protestar buzinando contra as obras de requalificação no Saldanha e em Picoas, projecto da Câmara de Lisboa para o Eixo Central, entre a Avenida Fontes Pereira de Melo e Entrecampos. Partilho algumas noticias, com testemunhos e tudo, dos ruidosos vs a marcha silenciosa:

buzinão

O buzinão afinal foi uma buzinadela

“O buzinão afinal foi uma buzinadela, isto porque pouco se fez ouvir e menos ainda influenciou o trânsito. Aliás, há quem diga que às 18h30 de uma terça-feira havia menos confusão no Marquês de Pombal do que é habitual. A ação foi promovida por um grupo de lisboetas indignados com as obras de requalificação da Câmara de Lisboa no Saldanha e em Picoas.

Entre os carros apareceram as bicicletas, também em modo de contestação, mas não contra as obras – contra o buzinão. O protesto silencioso foi organizado pela Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (Mubi). Em contraste com os automobilistas, os ciclistas são a favor das obras na capital, que preveem mais ciclovias.”…

(ler todo o artigo em: expresso.sapo.pt)

Contra o buzinão, ciclistas fazem protesto silencioso no Marquês de Pombal

…”…“Aquilo que essa manifestação (businão) pretende é manter as coisas como estão. E a situação actual é péssima para quem se desloca de bicicleta para o trabalho ou para ir levar os filhos à escola”, afirma o economista, que pertence à direcção da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (Mubi). “Existem muitas pessoas ansiosas por ver uma melhoria”, garante.

Quanto ao projecto que vai ser executado no Eixo Central, entre o Marquês de Pombal e Entrecampos, João Bernardino lamenta “a opção tomada à última hora pela câmara, sem qualquer discussão pública e sem o envolvimento dos utilizadores de bicicleta”. Em causa está o facto de, dias antes ao arranque da empreitada, ter sido divulgado que afinal as duas ciclovias previstas iam ser substituídas por apenas uma, bidireccional, com o objectivo de garantir um maior número de lugares de estacionamento à superfície.
“Não se troca a segurança das pessoas por mais lugares de estacionamento à borla para uns poucos”, condena o economista, que fala numa “troca nada aceitável”.

Para justificar a crítica, João Bernardino sublinha que “as ciclovias bidireccionais em meio urbano de um modo geral são perigosas”, tratando-se de “uma opção que foi abolida há décadas” na maior parte das cidades. Mas são “inseguras” porquê? Essencialmente, diz, porque “os automobilistas não estão à espera de ver ciclistas a aparecer dos dois lados”, situação que “aumenta o risco de acidente”.”…

(ler todo o artigo em: publico.pt)

Automobilistas buzinaram contra obras, ciclistas consideraram absurdo

…”Moradora há mais de 20 anos na Avenida da República – artéria que vai sofrer alterações -, Maria Gonçalves disse que “os constrangimentos das obras são totais”, criticando a falta de planeamento da Câmara de Lisboa por não ter disponibilizado à população informação sobre o projeto.
Para Maria Gonçalves, “não são de todo” necessárias estas obras, acrescentando que “há tanta coisa para fazer” em Lisboa, desde recuperar passeios à pavimentação das ruas.

Com uma opinião diferente, Ladislau Ferreira, morador na zona do Arco do Cego e utilizador de bicicleta, considerou à Lusa que a intervenção “é uma necessidade municipal” e que “há muito tempo que as obras deviam ter sido impostas”, uma vez que vai “facilitar” a mobilidade aos ciclistas.

“Todos somos peões”, leu-se no cartaz do lisboeta Filipe Beja, considerando que todos os cidadãos devem ter o direito à mobilidade pedonal em primeiro lugar, antes mesmo dos ciclistas, dos automobilistas e dos motociclistas.

Vinda de bicicleta, Bianca Jeremias, de 26 anos, que nasceu na Alemanha e vive em Lisboa há cerca de sete anos, disse que quando chegou a Portugal deixou de usar a bicicleta para as deslocações diárias, uma vez que “as condições não são boas”.
Recentemente, Bianca decidiu começar a pedalar por Lisboa, motivo pelo qual decidiu participar no “passeio silencioso em protesto contra o buzinão”, convocado pela Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (Mubi), considerando que a paragem das obras “é um passo atrás para a evolução” na mobilidade sustentável na cidade.

Cerca de 30 ciclistas pedalaram em torno da rotunda do Marquês de Pombal, enquanto os automobilistas buzinavam.

Para o ciclista Rui Martins, de 68 anos, o protesto dos automobilistas é “absurdo”, argumentando que “qualquer coisa que reduza o tráfego é positivo para toda a gente”.

Um dos promotores da iniciativa dos automobilistas, Francisco Teixeira caracterizou o buzinão como “um ato cívico” para manifestar a “insatisfação a uma obra sobre a qual não foi ouvida a população de Lisboa”, acrescentando que “o objetivo foi plenamente atingido”.
“Estou muito satisfeito, porque foi bem audível a participação das pessoas, o que mostra que nem sempre aquilo que é decidido num gabinete está de acordo com aquilo que a população sente e aquilo que a população deseja”, declarou à agência Lusa Francisco Teixeira, após a realização do protesto.”…

(ler todo o artigo em: noticiasaominuto.com)

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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