Tajiquistão – sabes guardar um segredo?
“Há alturas em que tenho a sensação de estar num sítio maior do que nós e a nossa compreensão das coisas, um sítio tão para lá do espaço, do tempo, da dimensão real… um sitio à parte, como uma catedral de proporções infinitas com tecto de céu. É como se a nossa presença ali fosse um sacrilégio, que os ruídos dos solavancos das bicicletas, o chiar da correntes com a falta de óleo, as respirações ofegantes nas subidas, os nossos corpos sem dias de banho – quando tudo ali devia ser pureza, excepto o som das admoestações do vento, do canto efervescente da água no seu longo percurso rumo ao oceano, do chilrear dos pássaros com o seu picotar agudo do silêncio. A estrada que pedalámos de Khorog a Shuroabad rumo a Dushanbe, atravessa um desses sítios raros, onde nada importa, só o que nos rodeia. Um sítio onde nos esquecemos de tudo para viver apenas no seguimento do que se encontra ao longo do que a estrada trilhou.” […]
(as fantásticas aventuras da Joana e do Nuno, da Nova Zelândia a Portugal em bicicleta, são desvendadas aqui)






![fotocycle [251] tão depressa o sol brilha como a seguir está...](https://i0.wp.com/dgtzuqphqg23d.cloudfront.net/PnTE3oxWRK4LJ1B3XWRRiOTurzTDOGzDxR76EigJqaw-2048x1534.jpg?resize=200%2C200&ssl=1)

![fotocycle [102] chuvinha molha tolos](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2013/11/chuvinha-molha-tolos1.jpg?w=200&h=200&crop=1)










Republicou isso em Matemática em Sobral.
GostarGostar