e anti-furo… até ver!

pneu

A qualidade do pneumático, certas características como a aderência no piso molhado, a largura, a resistência aos furos e, finalmente, o preço, terão de se ter em conta no momento da preferência. Um pneu de 23 milímetros, lisinho, leve, com um toque suave na estrada, é tudo o que se quer para que uma bicla de estrada rode rápida e suave. Mas quando se quer cobrir aros 700 com pneus fininhos, a propensão de entalar a borracha numa frincha do paralelo e furar é grande.

É melhor não dar tantas chances ao infortúnio. Se se apostar mais no atributo da resistência do que na leveza, em ter um piso rugoso, de perfil mais alto e de preferência com protecção anti-furo, mesmo que afecte o desempenho da velocidade, embora não durem para sempre dão garantias de maior segurança, durabilidade e menor probabilidade de ter trocar uma câmara-de-ar a cada semana (foi esta a média que obtive no último mês com um par de pneus baratos montados na Cósmica, mas que fizeram uma porrada de quilómetros).

As bicicletas de estrada servem para tudo, inclusive para ir para o trabalho. Em comparação com as bicicletas urbanas ou híbridas, são realmente um pouco limitadas no conforto como na capacidade de carga, mas não na funcionalidade. Equipar uma “biciclete de corrida” com um pneu de turismo de 25 ou 28 milímetros, com boas características de piso apropriados para atravessar rios de água, com boa aderência no paralelo molhado, apto para o vidro espalhado nas ruas da baixa, é sempre um bom investimento. Mas atenção, nem sempre o furito inconveniente provém do lado do pneu!

Num final de tarde solarengo e no espaço de meia dúzia de quilómetros bati o recorde de furos na gOrka numa só saída. Em meia hora traquejei a minha habilidade de trocar câmaras-de-ar. Ao terceiro furo sempre na mesma roda, a traseira, com o stock de câmaras sobresselentes esgotado, nada mais me restou senão dar meia volta e rumar a casa, dando à bomba a cada quilómetro pedalado. Não é que seja aborrecido remendar câmaras-de-ar, isso até sei fazer direitinho, mas porque a interrupção indesejada estraga o bom fluxo das pedaladas, e dos pensamentos, do puro prazer que faz de ir dar um giro com uma bicla speed, ter um furo é das poucas panes que nos fazem perder tempo, para além de nos deixar as mãos sujas e dedos doridos à custa da borracha de um pneu teimoso. Depois, em casa e após demorada vistoria, tanto ao pneu como aos furos das câmaras que guardei, para meu espanto dei conta que ambas exibiam um belo furo no mesmo local, a dois centímetros da válvula e do lado oposto ao rodado! Ao contrário do que à partida poderia pensar, provir a causa da fuga d’ar do lado do pneu, a razão de tanto contratempo foi afinal uma aresta no aro que ficou exposta pela deslocação da fita de protecção. Após tanta falta de pressão, voltei a guardar a bomba de ar… e a carteira!

Assim, e quando se trata da escolha/compra de pneumáticos para a bicicleta, de estrada, tipo urbana ou todo-o-terreno, temos de investir mais na segurança e em detalhes que não apenas nos padrões da bicicleta, ou no preço da sola dos sapatos.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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