Ainda o vendaval se fazia sentir, a manif em fase de rescaldo, uma boa dúzia de ciclistas urbanos permaneciam resistentes na avenida a tagarelar, eis que surge parado numa esquina da avenida um casal de ciclistas. Eles não teriam atraído a nossa atenção não fosse a curiosidade das suas bicicletas engalanadas e carregadas de esperança. Um a um fomos pedalando ao seu encontro. Uma placa resumia a epopeia que haviam empreendido, há dois anos e um par de meses, pedalando juntos desde o Chile pelo mundo afora. Nos seus rostos percebia-se uma determinação única e uma vida aparentemente infinita à frente deles. Era uma expressão de esperança, acompanhada de sorrisos orgulhosos da inevitabilidade de um futuro que ainda sonham. Foi apenas uma conversa rápida, palavras de incentivo porque as pernas não param, as bicicletas não param mesmo quando há barreiras no caminho. As dificuldades são temporárias. Assim como a saudade. São caminhos que se cruzam.
Ao Francisco Villa e companheira, excelentes pedaladas…






![reciclando [23] ciclista e peão](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2013/03/ciclovia-da-prelada.jpg?w=200&h=200&crop=1)








