Mais um dia daqueles, igual a todos os dias de trabalho, excepto na hora de sair de casa. Chove a potes. Conformado, decidiu esperar um pouco, na vã esperança de ver a nuvem passar. Chegou o momento do “não posso esperar mais”, o que coincidiu com o aumento da descarga! São Pedro gosta mesmo dele.
Saiu rápido, se aclimatando ao vento, à borrasca e ao corpo ainda frio. Encoberto na capa impermeável, de olhos semicerrados, ofuscados pelos faróis e pelos borrifos na cara, pedalou determinado, entre o muito trânsito estagnado e vultos sobressaltados, ousados gatos pingados que apressadamente retomam o passeio do outro lado.
O asfalto é um rio e os pneus progridem na enxurrada, espirrando água. Nada de especial para quem tem um bom par de para-lamas. A chuva não dá tréguas. Virando no cruzamento o trânsito oculta-se. Rua escura, vazia de gente e sem iluminações de Natal, a cidade resolve se acalmar. Parado no vermelho, espera ordem para avançar. Sinal aberto, dá as derradeiras pedaladas, forte e apressado. Sem perdas de tempo, travões a fundo, ao local de trabalho chegou.
E a chuva parou! Afinal já era tarde.






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