Isso acontece com alguma frequência quando visto a pele do ciclourbano, mas mais quando me enfio no spandex do ciclodesportista e vou pedalar estradas fora. Nada de anormal, é um alerta importante sempre que nós, ciclistas, vamos ser ultrapassados por duas toneladas de metal em excesso de velocidade. Como tal, é uma conduta adequada do automibilista para nos precaver contra a forte probabilidade de um qualquer susto. Por outro lado o barulho constante da buzina chateia que se farta e aumenta a irritação dos que seguem tranquilos na sua.
Às vezes vou estando atento a alguns comportamentos nas estradas, comportamentos que também vou tendo. Um deles é quando pedalamos lado a lado. Não há nada de errado quando pedalamos lado a lado, no entanto a lei diz que a bicicleta, um veículo que se move devagarinho na estrada (nem sempre a mais de 30km/h!!!), deve circular o mais possível à direita, junto à berma da estrada, porque andar lado a lado na faixa de rodagem pode impedir o fluxo normal do tráfego, ouço dizer! Ora, eu gosto de ver os ciclistas usarem o espaço da faixa de rodagem, essencialmente por uma questão de direito e segurança. Portanto, quando os carros não estão por perto, os ciclistas tendem a andar lado a lado e ter conversas de ocasião. Este aspecto social do ciclismo é uma das coisas que atrai as pessoas para o convívio. Nós não estamos apenas a pedalar, estamos a ganhar algum tempo de qualidade com os nossos amigos.
Quando surge um automóvel que nos pretende ultrapassar “dá-nos” uma buzinadela avisadora e, em segurança, os ciclistas realizam duas coisas: O que pedala mais próximo da berma desloca-se para trás ou para a frente, abrindo espaço para que o que pedala no interior da faixa entre na fila única, libertando assim espaço para o automobilista proceder, em segurança, à ultrapassagem. Assim deve ser, mas infelizmente nem todos os automobilistas e ciclistas têm esse comportamento assertivo. O que muitas vezes sucede, quando um carro surge rapidamente e buzina de forma ameaçadora, é gerar no ciclista uma reacção contrária. Nos casos mais graves o ciclista tem mesmo repulsa em lhe abrir caminho, o que origina conflitos desnecessários. Não podemos fazer isso pessoal, as coisas já são complicadas o suficiente nas estradas entre as biclas e carros sem precisar de aumentar a animosidade.
É claro que infelizmente há automobilistas estúpidos mas isso não justifica um comportamento adverso da nossa parte. A buzina é um importante instrumento de comunicação no trânsito e deve ser usada com moderação para chamar a atenção quando é necessário. Então, da próxima vez que um desses apressadinhos use a buzina como a extensão da sua frustração devemos fazer o que é suposto fazer. Interromper a conversa, facilitar a ultrapassagem, esperar que o carro passe e prossiga, para que nós possamos retomar a conversa. Dessa forma a pedalada decorre sem atritos, criando mais boa vontade entre os ciclistas e os automobilistas. Sem stresses… pelo menos até o próximo cão… dutor aparecer!





![no meu percurso rotineiro pr'o trabalho [1] Velódromo Maria Amélia](https://i0.wp.com/dgtzuqphqg23d.cloudfront.net/-yXBieot6NWX52sp0byCwXot2SoQ1_LPu_1mAwjaeRI-2048x1536.jpg?resize=200%2C200&ssl=1)

![fotocycle [277] magnético](https://i0.wp.com/dgtzuqphqg23d.cloudfront.net/cYp4CGD0z6pOXvP1TuHgPbseytV9fuuZ6TpwZXQHKW0-2048x1536.jpg?resize=200%2C200&ssl=1)















Discordo totalmente sobre a buzina automóvel, para mim a buzina deve ser usada em emergências! Como é noutros países:P Quem ultrapassa é que tem que assegurar que o consegue fazer de forma segura. Tal como eu só vou encostar-me à direita se isso não me puser em causa a minha segurança.
Ao andar a par eu não preciso que me apitem para reparar que lá vem um carro e que passe a andar em fila.
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E eu campaínho em total acordo com o teu comentário Flépis, mas caso ouça uma buzinadela curtinha, a modos que a dizer “Xôr xiclista, estou aqui! Poderia, faxabôre, permitir que o ultrapasse em perfeita segurança, isto é, passando por si a uma distância nunca inferior a um metro e meio?!” Bem, sendo assim tão delicado eu até que faço o jeitinho, senão…
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Goste-se ou nao, sao os automobilistas que estao a cumprir a lei quando buzinam para assinalar uma ultrapassagem fora das localidades (Art. 22 CE) e os ciclistas que estao a quebrar a lei quando circulam lado a lado (Art. 90)
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Eu concordo com o paulofski. No dia a dia, mesmo sem ir com alguém ao lado, é frequente ouvir essas buzinadelas curtinhas, maioritariamente vindas de camionistas. Encaro isso como uma atitude simpática por parte deles. É sinal que somos vistos e ultrapassados com cautela, eu acho.
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Pois é Sérgio, ser-se responsável e educado não está legislado em nenhum decreto. Parte da nossa consciência agir individualmente perante as acções com inteligência e livre-arbítrio, sem causar transtorno a ninguém. Vale isto para os dois lados.
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De facto JC, ser-se visto é primordial. Não é a circular encostado à berma que estaremos em segurança. Temos o direito de pedalar na faixa de rodagem porque sempre é mais seguro e até para que seja bem notada a nossa presença. Depois da buzinadela amigável dá-se um jeito e cada qual segue a sua vida. No problem!
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Pois, isso da buzinadela é só fora das localidades, e mesmo assim não é obrigatória. Buzinar, mesmo que “levemente”, é ruído, e já temos que chegue (quando não é um susto). Ao ultrapassar não têm que nos avisar (pelo menos enquanto os carros não forem silenciosos), só têm que o fazer como deve ser, isto é, passando para a outra via, como fariam com um automóvel lento, e abrandando um pouco dada a instabilidade intrínseca de um veículo leve de duas rodas. A buzinadela muitas vezes acaba por ser “olha lá, cuidado que eu vou-te ultrapassar perto e/ou depressa demais em vez de me chegar pró outro lado, por isso põe-te a pau”.
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Correcto Ana, concordo em absoluto, uma vez dada a buzinadela pouco tempo nos resta para reagir e o melhor será prevenir.
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