pedaleiros na noite tripeira

Então!? Até onde vamos ...

Pedalar por si só já é delicioso mas quando damos ao pedal em grupo pelas ruas da cidade, a noite tem outro encanto e animação.

Aos poucos a milícia nocturna foi-se juntando na praça da Casa da Música. Conversa vai, conversa vem, a temperatura e o vento incentivavam cada vez mais o inicio da pedalada. Juntos de luzinhas a piscar invadimos o Porto pelas ruas estreitas da Vitória até à Ribeira. A proposta de degustar uma nata e um cafezinho quentes em Espinho ainda foi ponderada mas a coisa ficou por um mini-tour pela marginal até Matosinhos.

Aos poucos, o pelotão em vez de reunir forças e combater o vento, um ou outro lá ia abandonando o grupo em força para mais à frente esperar e aproveitar para ligar à família “- Querida, não te preocupes se chegar tarde!”. Próximos ao fim do mundo, a ventania e o mar borrifavam de salpicos salgados nas nossas caras. Digam-me lá, onde e de que outra forma se tem este gostinho pela boa vida?! E nem um furo na verdinha do Levi arrefeceu os ânimos. Um pneu furado só serve, em qualquer circunstância, para tornar a noite ainda mais memorável. A bina aguentou firme o peso do dono e gingou por uns bons quilómetros até ao Edifício Transparente.

Numa mesa redonda, entre finos e gulodices, houve tempo para relaxar o corpo, tomar um café revigorante e destravar a língua, onde, invariavelmente, o tema de conversa foi a querida bicicleta. What else! Depois de Mr. Levi num ápice ter trocado a câmara, e desfeito o nó que demos às biclas, todas amarradas umas às outras, partimos de novo ao desafio, avenida acima até à Boavista, deixando um ou outro desviar-se do caminho rumo às suas casas.

Todos juntos a pedalar e a compartilhar a mesma sensação boa é fantástico. Travam-se conhecimentos, trocam-se opiniões, constroem-se amizades e combinam-se cenas a pedal.

Apareçam.

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About paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.