… fervilha de gente que emborca fluidos debaixo da brisa fresca de Verão a acomodar o estio. Sorrisos e poses para máquinas fotográficas que passam de mão em mão. Os ares do rio douram as pedras e ecoam sons que ressoam nas arcadas. Há um certo misticismo na ambiência pouco lavada e cuidada das lages das labirínticas e estreitas ruas. Tudo parece um sonho em que ninguém te conhece mas alguém pode ousar meter conversa contigo. Podemos navegar no Douro nos seus muitos barcos de recreio e apreciar as suas margens repletas de turistas, de cor, de artistas, de movimento. Podemos passear a pé, admirando o casario colorido de roupas estendidas ao vento que assiste indiferente a tudo o que se passa. Podemos apreciar as várias bancas e lojas de artesanato abertas ao público com muitas peças artísticas de interesse. Podemos até descansar à sombra e degustar uma típica francesinha e um fino esperto numa das muitas esplanadas do cais. Saborear um cimbalino bem tirado e deliciar a vista acompanhado dum cálice de Porto. Sentir a história desta bela cidade tendo sempre a noção que ali algo de mágico pode acontecer.
E qual a melhor forma de lá chegar? A pedalar.





![reciclando [23] ciclista e peão](https://nabicicleta.files.wordpress.com/2013/03/ciclovia-da-prelada.jpg?w=200&h=200&crop=1)








