roteiros a pedal I – Afurada

Numa volta pela vila, já com o sol a apertar e o gasganete a clamar hidratação, uma relaxada paragem para um fininho, duas de letra, ouvir as últimas do reino do Dragão e a foto da praxe.

faxabôre não incomodar a sesta do Ti Jaquim

Assim, no meu eixo ciclomarítimo, a Afurada é um itinerário obrigatório nas minhas pedaladas. É uma povoação estimada, muito reconhecida pela sua hospitalidade e beleza típica como centro piscatório, onde diariamente se assiste à lida das suas gentes na faina do mar. Já agora é bom avisar que vem aí o S. Pedro e está reservada no calendário a rumaria familiar para a sardinhada e farturas nas festas da vila.

Rumo ao Atlântico assento as rodas na melhor via de acesso às Praias de Gaia, do Cabedelo à Madalena, e distraio-me por momentos num paraíso perto do mar, perto do Porto. Na maré vaza dá para observar algumas Larus ridibundus e Phalaropus fulicarius em plumagem nupcial, Pandion haliaetus, hããã… ok, dizem os entendidos que com paciência pode-se testemunhar uma águia pesqueira a pescar tainhas e a repousar nos postes de madeira nas dunas a poente do “Observatório a Norte”.

 Mas deixo as opiniões para os entendidos na matéria, de bichos com penas e pernas longas. E por falar em pernas, a partir dali dei corda aos sapatos pois já se fazia tarde para o almoço da mamã.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
Esta entrada foi publicada em roteiros a pedal com as etiquetas , , , . ligação permanente.