vivemos dias estranhos

O impacto do surto de coronavírus na realidade lusa é agora evidente. O que parecia estar confinado ao continente asiático se materializou numa ameaça global. O crescimento exponencial do surto do Covid-19 volta a colocar o mundo em estado de guerra contra um microscópico vírus. Ao contrário da primeira pandemia do século, a gripe H1N1, o Covid-19 tem causado uma situação desesperante e de mortalidade muito grande. O cenário é preocupante, e qualquer que seja o desenvolvimento é já um grave problema global de saúde pública.

Se a propagação do coronavírus continuar, na proporção actual, por vários meses, os custos na saúde, na economia e nas condições de vida da população mundial serão terríveis. A perspectiva imediata é de continuidade da pandemia e consequente pandemónio na economia global. Se a pandemia não for controlada e mantiver o ritmo actual, o mundo poderá sofrer uma crise social sem precedentes.

Depois de alguma desvalorização da doença não vamos agora entrar na fase do pandemónio da ignorância e dos medos. Nada de alarmismos, não entremos em pânico. É preciso um esforço colectivo para fazer frente ao inimigo com os nossos comportamentos. Se não forem aceleradas e adoptadas as medidas de contenção da epidemia, estamos bem fodidos… lixados!

Vamos lá malta, cabe a nós, bichos humanos, juntar as mãos… neste caso os cotovelos, e unidos dar cabo deste bichinho, com inteligência, abnegação e civismo. Não lavar daí as mãos, achando que o vírus não nos apanha, mas pelo menos ter as mãos bem lavadas, pois sabe-se que este vírus se transmite com muita facilidade, no contacto próximo com pessoas infectadas ou superfícies e objectos contaminados. Algumas medidas preventivas de higiene pessoal são fundamentais para evitar a propagação da coisa: Evitar o contacto social. Não entupir as linhas de triagem Saúde24. Racionar o consumo de bens essenciais, máscaras de protecção e afins. Seguir as orientações emitidas pelas entidades oficiais. Foi absolutamente recomendado suspender ou adiar eventos com grandes aglomerados, sendo aconselhável ficar de quarentena, restringindo ao indispensável sair de casa.

Mas vida continua, o mundo gira e muitas de nós precisam de se deslocar de um lugar para outro. Ir trabalhar e dar o contributo possível para a sociedade. Diante desta realidade questiona-se qual a forma adequada para o fazer sem se colocar em risco de um possível contágio. Parece óbvio que uma situação de alarme colectivo, viajar de transporte público será o mais arriscado. Basta o sujeito sentado ao lado tossir para causar a dúvida se é seguro entrar num autocarro, comboio ou metro!

O facto é que na mobilidade urbana e interurbana existe uma clara correlação entre o uso do transporte público e a propagação da gripe. A mesma incidência foi verificada em estudos à mobilidade em veículos particulares, como o automóvel, e o risco de contágio com alguém que está com gripe é também presente. Esta evidência é mais um factor para recomendar o uso da bicicleta como a melhor alternativa para o transporte. Obviamente, isso depende da pessoa, da idade, da distância a percorrer, do preparo físico… Não vou dizer a um tipo que leva uma vida sedentária que comece agora a pedalar para o trabalho. Mas, honestamente, quando se têm a opção de se deslocar a pé ou de trotinete eléctrica, acho que é uma prática altamente recomendável e isso reduz significativamente o risco de contágio.

Enquanto durar esta ameaça do Covid-19, continuarei a sair à rua de bicicleta, seja para o meu commute diário, de e para o trabalho, seja para uma pedalada mais demorada e distante. A prática do ciclismo pode ser o antivírus de que precisamos. Desde logo porque todos nós que praticamos ciclismo sabemos que, mentalmente, pedalar é uma actividade lisonjeadora. Não pensamos nas coisas más e nos sentimos mais autónomos e confiantes. Por outro lado, o ciclismo tem benefícios evidentes para o sistema imunitário e pode retardar os efeitos de um possível contágio. Depois, e concordando que é absolutamente recomendado suspender ou adiar eventos com muita gente, não vejo perigo, ou colocar alguém em perigo, ao sair à rua no selim da minha bicicleta. Nesse sentido, não há nada negativo. Não consigo encontrar nada melhor para fazer do que pedalar, mesmo que seja sozinho pois então, para depois, quando chegar a casa, continuar a ser um tipo e cidadão responsável, permanecendo de quarentena, a descansar as pernas.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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