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No seu blogue Transportes públicos, Nuno Gomes Lopes faz uma análise lúcida e pertinente dos quase 17km de uma via de comunicação fundamental para o Grande Porto. Em Junho de 2014, entre os presidentes das câmaras do Porto e dos concelhos que serve de fronteira terrestre, Matosinhos, Maia e Gondomar, traçaram planos de requalificação para a Circunvalação, passando pela criação de interfaces, pelo desvio de algum trânsito, criação de ciclovias, linhas dedicadas para autocarros, para além de todas as questões ambientais, como a criação de espaços verdes.O modelo de financiamento para esta obra não está ainda definido, podendo passar pelos quatro municípios, pela Junta Metropolitana ou por fundos comunitários.

Uma Circunvalação amiga de todos

traçado da Estrada da Circunvalação

“Via que une quatro concelhos (Porto, Matosinhos, Maia e Gondomar), a Estrada da Circunvalação é um arco importante na articulação dos eixos rodoviários que compõem o Porto e concelhos limítrofes. A preocupação recente dos decisores, no entanto, não tem passado pela questão rodoviária per se, mas antes pelas outras funções da via (transportes públicos, ciclabilidade e pedonalidade), que vivem subjugadas aos ditames do automóvel privado. Este statu quo seria mais compreensível noutras vias situadas noutras áreas do território, mas numa via urbana com tanta densidade (tanto de usos como de utilização), esta situação não é admissível. O principal entrave é certamente o facto de a Circunvalação servir (quase sempre) como limite entre os quatro concelhos referidos, e ser, naturalmente, um projeto intermunicipal.

Quanto aos ciclistas, a Circunvalação até poderia ser considerada uma via preferencial, tanto na circulação casa-trabalho-casa como na de lazer. É asfaltada, tem um traçado regular e é, em grande parte, plana. No entanto, o que afasta os peões afasta também os ciclistas. Pelas velocidades praticadas, existe a necessidade duma via segregada. Por outro lado, as velocidades praticadas são impraticáveis em meio urbano (ainda para mais existindo uma vontade expressa de a tornar mais urbana), por isso não tem sentido planear a via ciclável contando com as velocidades atuais. É importante, ao avançar para a ciclabilidade da Circunvalação, que se acautele as idiossincrasias da bicicleta enquanto veículo urbano. O tipo de via a escolher tem de ter em conta, em contraciclo com a toda a construção de ciclovias nos últimos 20 anos, as viragens. É inconcebível que as ciclovias existam até aos cruzamentos, e que depois os ciclistas se amanhem, quer queiram seguir em frente quer queiram virar. É importante que, seja qual for a solução adotada (não-segregada, segregada, bidirecional, unidirecional, pelo eixo da via, encostada ao passeio), que o desenho reflita as melhores práticas da área, e que trabalhe em rede com as ciclovias existentes (Marginal, Prelada).”

(Recomendo leitura completa do artigo, aqui)

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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Uma resposta a can’t miss [115] transportespublicos.pt

  1. por vezes (ao domingo) faço este percurso, dando a volta completa – junto ao mar e depois ao rio. realmente há sítios onde não é aconcelhavel andar de bicicleta. e não há necessidade de manter esta estrada destinada ao transito automóvel já que há outras alternativas…

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