voto na matéria

E agora, numa matéria completamente diferente, trago aqui à baila a importância do voto. Numa amena cavaqueira com colegas de trabalho debateu-se o ter de “ir deitar o voto”. Pelos vistos, se por vezes eu me pareça utópico, acabei por me achar um crente (fia-te na virgem e não corras). Senão vejamos, numa assembleia à volta do cafézinho contei três abstenções e um voto, o meu! Não entendo porque algumas pessoas são abstencionistas militantes! Dizem que gostariam de mudar o rumo das coisas e no entanto estão-se nas tintas e não fazem o mais pequeno esforço para que isso aconteça, mesmo que estas eleições sejam para as europeias, o mesmo que dizer para nada! Mas que diabos, devemos aproveitar o nosso direito e não simplesmente esperar uma intervenção divina ou algo parecido que decida o nosso futuro… Ok, eu não sou crente.

Exercer o nosso direito cívico é algo mais importante do que parece. Não é apenas acordar num domingo solarengo e ter de se deslocar a um local onde certamente nunca fomos, ou até já, mas que não tirará mais do que uns minutinhos do nosso precioso tempo. Votar é escolher alguém que vai, ou pelo menos deveria, representar os nossos interesses e expectativas futuras. Bem sei como é complicado confiar a nossa vida em alguém, ainda mais se já os conhecemos de ginjeira e que insistem em nos tentar enganar cativar com as mesmas promessas. Também sabemos que boa parte dos candidatos neste ramo de actividade está mais interessada nas políticas pessoais do que na maioria que os quer ver pelas costas. Por mais que a gente olhe para a direita ou para a esquerda é cada vez mais difícil acreditar neles. Não pretendo promover aqui nenhuma candidatura, e muito menos promover a minha, procuro apenas lembrar que no próximo domingo teremos uma palavra a dizer, e agora que a voltamos a ter deveremos dizê-la à boca das urnas com uma cruzinha, ou até nenhuma, que riscaremos no papelucho. O povo não pode passar a vida a reclamar e depois, na hora certa, não comparecer para “deitar” o seu voto. Vá, ide lá, votem, e logo se livram desse aborrecimento todo. E já agora, ide na vossa bicicleta.

vote

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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Uma resposta a voto na matéria

  1. Reblogged this on Matemática em Sobral and commented:
    Algumas pessoas confundem “político” com administrador. Políticos somos todos, mesmo aquelas que pensam que não são e se deixam levar pela maré inconscientes de que não agir políticamente tem como consequência deixar que os vândalos assumam a administração em nosso nome.

    Gostar

apenas pedalar ao nosso ritmo.

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