comboio fantasma

Vem isto a propósito de um testemunho, tipo carta aberta, partilhada por Margarida Cavaleiro no Grupo Massa Crítica Lisboa, lá no sítio mais facetado da WWW, e assinada por Ana Luisa Luz, ciclista indignada com o péssimo serviço da nossa mui querida CP…

“Então,

Depois de muitas voltas e voltinhas na net e nas estações próprias, lá descobri que é simplesmente impossível carregar a bicicleta em comboios de longo curso para norte ou para sul. Isto a gente ainda pensa.. “é chato”… mas aceita… o que para mim é inaceitável, e já se andava a temer há algum tempo, é que já não existam alternativas aos comboios de longo curso para ir de norte a sul neste país… e depois dizem-me, como se isso justificasse seja o que for num suposto estado social… “ah, sabe, não compensa…”. mas que merda, tudo nesta vida tem de “compensar”??! Tudo agora é medido numa balança monetária?! E é assim que os ditos serviços mínimos de qualidade de vida vão desaparecendo pela calada. E de repente (ou não tão de repente assim) vemo-nos num país com a mania das grandezas em que ou se pode ter acesso a serviços de alta qualidade (IC, Alfas, etc), com óbvias lacunas que eram tidas em conta nos “comboios do povo”, como espaço… de facto num Alfa a maior mala do típico cliente deve ser aquela do hipod ou hiPad ou portátil ou himerdal. Se o sôtor tiver bicicleta terá de ser daquelas de 1000 euros que se dobram até caber no bolso, ou então meus amigos… não se tem serviço!

E isto irrita-me… muito! Muito mais do que a crise irrita-me a desigualdade que as escolhas de empresas ditas (ainda) públicas criam em prol do lucro! As alternativas em todos os sectores estão a acabar, e caminhamos para um mundo homogéneo e sem graça! ASAE´s, CP´s, Europices e chupices, tou farta! Quero a minha tasca, o meu comboio regional nocturno com janelas que abrem e que demora 10 horas a atravessar o país, quero o azeite caseiro na mesa e a jeropiga com as castanhas embrulhadas em papel de jornal… porra, quero poder escolher!”

a minha bina no porão de carga do Porto-Vigo da CP, pois já não é vão, ou vêm, assim...

A minha bina no porão de carga do Porto-Vigo da CP. Pois já não vão! Já não é assim…

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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