a bicicleta é um aquecedor com rodas

Andar de bicicleta nesta época do ano é previsivelmente imprevisível. Arrisca-se a pedalada mesmo que o sol de Outono esteja escondido sob um manto de nuvens ameaçadoras, fazendo parecer que o tempo fará mudar o nosso ritual dominical! Impossível. Olho de soslaio a manhã, estico o braço fora da janela, e… Hummm, pelo menos não chove, pensei. Pois sim! Bastou que atravessasse a rua ao encontro do Rui e do Jacinto, que já me esperavam para mais um passeio, para a chuva aparecer pontual para nos cumprimentar.

Quem nos observa fica com um olhar curioso, não tanto pelo que vestimos mas pela forma como abordamos o mau tempo numa bicicleta. Qualquer que seja o clima, nada significa uma mudança no nosso ritual de pedalar. Com roupas em camadas, confortáveis e quentes, fica-se com a sensação de ser uma salsicha, e uma vigorosa pedalada é suficiente para permear o corpo com um calor consolador.

Desta vez a vontade levou-nos calmamente por Matosinhos e Leça até Angeiras, para relaxar e confirmar se Santa Engrácia tinha finalmente concluído as obras por si patrocinadas, de requalificação da Orla Costeira de Leça. Passado o cheirete da refinaria, desde o Cabo do Mundo e a fronteira com o concelho de Vila do Conde, ao longo da orla costeira, pudemos conferir as melhorias efectuadas com a requalificação dos arruamentos junto ao mar. O troço da marginal que atravessa as freguesias de Perafita e de Lavra, foram uniformizados na Via Atlântica, uma extensão de cinco a seis quilómetros contínua com novos pavimentos, novo mobiliário urbano e por um passeio abarcador de uma ciclovia com cerca de dois metros de largura que, aqui e ali, serpenteia por entre urbanizações.

Entre as praias de Angeiras e Lamosa (Labruge), a ciclovia é cumprida pelo passadiço de tábuas de madeira elevado no pontão sob o Rio Onda. Podemos apreciar a fauna marinha, belas paisagens de praias magníficas, do campo, com trechos de passeio a pé ou de bicicleta pela natureza, muitos restaurantes e esplanadas à beira-mar plantados, numa zona calma e aprazível, convidativa a passar momentos agradáveis mesmo com estas condições atmosféricas.

Dali para norte, para continuar as pedaladas até Vila do Conde, das duas uma, ou se continua em modo todo-o-terreno ou se procuram vias rodoviárias afastadas do mar. Mas não foi dando ouvidos ao ditado do povo, “Quem vai por atalhos, mete-se em trabalhos”que decidimos dar meia volta e voltar para casa, não! É que a bicicleta é um aquecedor com rodas.

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Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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3 respostas a a bicicleta é um aquecedor com rodas

  1. Rui M. diz:

    Está muito bem. A foto com sombra está bestial.Se não te importas manda-me pra eu usar como miniatura.Obrigado

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  2. paulofski diz:

    já te tinha enviado a foto, so faltou emoldurar 😀

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  3. Pingback: aquecimento central | na bicicleta

apenas pedalar ao nosso ritmo.

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