informação à navegação, velocipédica, pédica e ortopédica

A requalificação urbana do Eixo Viário Mouzinho/Flores está em marcha. Depois de passarem pelas ruas de Ferreira Borges e da Bolsa, neste momento as máquinas já esventraram a rua de Sousa Viterbo, a do Infante D. Henrique e parte da rua de Mouzinho da Silveira e do Largo de S. Domingos.

A obra, considerada estruturante no contexto do processo de reabilitação da Baixa da cidade, prevê rigor e qualidade no espaço urbano. Uma profunda intervenção ao nível do espaço público e infra-estruturas, desenvolve-se, entre outras, nas ruas de Mouzinho da Silveira, das Flores, Praça Almeida Garrett, Largo dos Lóios, bem como as ruas Infante Dom Henrique, das Taipas, dos Caldeireiros e de S. João (já concluída). Para além de intervenções no sub-solo, serão feitos melhoramentos à superfície, através do reperfilamento e pavimentação da via, dos passeios e arborização. O projecto prevê o forte condicionamento de trânsito automóvel na rua das Flores e de Sousa Viterbo, que ficarão assim reservadas aos peões, bem como alterações à mobilidade com a supressão do “nó” de Trindade Coelho, o que permitirá subir até S. Bento com ligação a Sá da Bandeira. A intervenção representa um investimento global da ordem dos seis milhões de euros, co-financiado por fundos comunitários. A conclusão desta obra está prevista para Outubro de 2013. A requalificação do túnel da Ribeira está também prevista.

Mais uma vez, e lembrando-me do Passeio que poderia ser mais Alegre, a meu ver perde-se de novo a oportunidade de se fazer uma requalificação mais ambiciosa. Está posta de parte a tão falada ligação do eléctrico da rua do Infante Dom Henrique até à Baixa, com linhas pelas ruas das Flores e Mouzinho da Silveira, continuamente cravejadas de estacionamento selvagem e desalinho do espaço público. O desnível acentuado das ruas, e espaço exíguo de algumas, não serão argumentos válidos para que não se privilegie a circulação ciclável (embora digam que o vão fazer) e outras infra-estruturas não rodoviárias, espaços pedonais e equipamentos de lazer apropriados às pessoas. Assim como sucede constantemente na Praça da Ribeira, rua de Cedofeita, Praça Parada Leitão, a rua das Flores não será exclusivamente pedonal. Positivo será a requalificação prevista no Largo dos Lóios, o espelho da devassa automobilista da baixa portuense. Para além da maquinaria das obras e dos carros mal estacionados, os buracos e a lama nos paralelos são também um quebra cabeças para quem pedala ou caminha por estas ruas. Quem vem da marginal, de Gaia ou da rua Nova da Alfândega, para transpor em segurança esta zona, o mais aconselhável é mesmo entrar na Ribeira. Resta então aguardar pela rápida conclusão das obras.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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