a distância que aproxima

Portugal tem um potencial significativo para se tornar num país de bicicletas. Beneficiamos de bom tempo, na maior parte do tempo, e uma razoável faixa de população gosta de pedaladas fim-semanais tanto na prática desportiva como mero exercício físico. Só que as desculpas para a recusa de trocar definitivamente o carro pela bicicleta são mais que muitas. A principal, porque é demasiado perigoso pedalar nas nossas estradas. Depois, que não existem infra-estruturas cicloviárias coerentes; que são escassos os espaços seguros de estacionamento para as bicicletas; que chove…! Ok, tudo fundamentos consideráveis, mas quanto às subidas e longas distâncias estamos conversados.

Encorajados pelas grandes percentagens de utilizadores de bicicleta em várias cidades da Europa, os urbanistas destas cidades têm-se centrado em desenvolver vias de alta qualidade com a importante intervenção dos que utilizam a bicicleta. A implementação das estruturas, ciclovias e parques de bicicletas, têm um impacto potencialmente mais significativo do que o impacto das leis de trânsito na segurança de bicicleta.

No nosso Código de Estrada, motorizados e velocípedes são definidos como veículos e algumas regras de trânsito aplicam-se em conjunto na utilização das vias rodoviárias. No entanto, um ensejo importante para quem partilha a estrada, o respeito mútuo, não vem legislado. O civismo é um pré-requisito para a segurança mas é a principal lacuna na estrada. Por exemplo, está prevista a necessária folga que os veículos motorizados devem dar nas ultrapassagens aos velocípedes. Uma distância mínima de ultrapassagem específica, de 1,5 m, torna mais fácil a vida aos ciclistas e torna as estradas mais seguras. Obviamente que nem sempre isso é cumprido por todos os automobilistas,  que essa distância lateral é por vezes de difícil aplicação – ruas estreitas, veículos mal estacionados, no entanto, se todos os recém encartados estiverem cientes desta necessidade, aprendendo e respeitando a dar a tal distância lateral de metro e meio, aproxima o entendimento no trânsito e a segurança do ciclista será beneficiada.

Anúncios

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
Esta entrada foi publicada em bicicultura com as etiquetas , , , , , . ligação permanente.

apenas pedalar ao nosso ritmo.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s