De volta a casa, pedalo com algum senso de urgência, procurando manter as distâncias. Sensível ao que se passa, fujo do reboliço rodoviário e entro num mundo de lazer. Sigo à redescoberta enquanto o outono transforma rotas que eu conheço muito bem em novos mundos, caminhos repletos de cores, tapetes de folhas ocre amarelo, paisagens transformadas em ferrugens e ouro. As estações do ano são um momento de transição. Por alguns dias, este mundo existirá magicamente e então desaparecerá, substituído por céus pardos e árvores estéreis. Independentemente da era da pandemia, continuarei a pedalar e a percorrer este mundo revirado, como um observador constante, participante nas mudanças do tempo, readaptado à nova vida, mesmo cheia de limitações e contingências.






![fotocycle [260] um fim de semana na aldeia](https://i0.wp.com/dgtzuqphqg23d.cloudfront.net/rqdFU0gElIh-UsxvdSbTv6-8vorNQl_hsnj35ZiHxA4-2048x1536.jpg?resize=200%2C200&ssl=1)












Commute terapêutico… por caminhos bonitos em qualquer estação.
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Os parques do Porto são para mim, por assim dizer, os parques de serviço, para me reabastecer de natureza, tranquilidade e ar puro.
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