o ar que respiramos

A qualidade do ar é o termo que normalmente se usa para representar o grau de poluição no ar que respiramos. A poluição do ar é provocada por uma mistura de substâncias químicas lançadas no ar, resultantes de reacções químicas, naturais ou poluentes, que alteram a atmosfera. Estas substâncias poluentes podem ter maior ou menor impacto na qualidade do ar, consoante a sua composição química, concentração na massa de ar e condições meteorológicas. O ar que respiramos afecta a nossa saúde, principalmente a dos grupos sensíveis cuja capacidade respiratória se encontra em formação ou debilitada, como as crianças, idosos e doentes asmáticos.

Em tempos de trânsito intenso e de maior preocupação com a qualidade do ar que respiramos, nada melhor do que usar a bicicleta como meio de transporte. Além de todos os benefícios que pedalar nos oferece, nas grandes cidades e onde os engarrafamentos são corriqueiros, a bicicleta contribui para um ar mais puro, para além que andar de bicicleta é muito mais rápido do que todos os meios de transportes urbanos que dispomos.

Mas de bicicleta não vamos respirar mais poluição?

Pois a resposta é um categórico não. Por incrível que possa parecer, mesmo a pedalar por artérias congestionadas, ainda assim, inalaremos menos partículas poluentes do que alguém que esteja dentro de um carro com os vidros fechados. Um dos argumentos que já ouvi como desculpa para desmotivar o uso da bicicleta é que pedalar nas ruas de uma grande cidade faz mal para a saúde, por causa da poluição.

É óbvio que pedalar no meio do mato é bem mais agradável do que pedalar nas ruas, assim como morar no campo é mais saudável que nas cidades, mas se o facto de que as pessoas que reclamam da poluição são as primeiras a usar o automóvel, para tudo e mais alguma coisa, deveriam ser elas a fazer a sua parte e contribuir para poluírem menos.

Alguns afirmam que o ciclista “respira mais” que um sedentário automobilista, o que de certa forma não deixa de ter a sua razão, mas não é por isso que ele inala mais poluentes, principalmente por não estar protegido por uma caixa de metal e vidro. Nas horas de ponta a bicicleta é mais rápida que o carro, portanto um condutor no meio de um engarrafamento passa mais tempo dentro do carro e respira por mais tempo do que se estivesse de bicicleta, o que por si só iguala a quantidade total de ar respirado com a de quem respira em maior quantidade, durante menos tempo. E essa questão, o do volume de ar inalado, nem merece grande discussão por partir da premissa de que uma forma de evitar a poluição seria respirar menos e continuar poluindo, uma total contrariedade e um completo absurdo.

Está comprovado que o ar no interior do carro é mais poluído que o ar no exterior. A qualidade do ar de dentro do carro tem uma concentração de poluentes bem maior que do lado de fora, porque dentro do carro os poluentes não se dissipam. Os filtros e o ar condicionado do carro não impedem a entrada de poluentes. Mesmo com as janelas fechadas, embora haja alguma diminuição na entrada de poluentes, o automóvel não é um cubículo selado e os gases poluentes entram mesmo assim. Como não se dissipam e não têm por onde sair, acabam sendo inalados pelos ocupantes. Pode-se facilmente comprovar isso ao fechar as entradas de ar de um veículo e permanecer alguns instantes atrás de outro que deite bastante fumo. O cheiro desse fumo será notado dentro do carro e permanecerá lá por bastante tempo, mesmo tendo-se afastado do causador do problema.

Boa parte das partículas poluentes, a chamada fuligem, que também vai para os pulmões, ficam concentradas na via e sobem no ar praticamente na vertical. Nas bermas da estrada, nas ciclovias onde circulam os ciclistas, a concentração é um pouco menor. Em vias de menor trânsito, onde se circula em menor velocidade, com menos aceleração e menos veículos pesados, há muito menos poluição. Portanto, se utilizarmos vias de menor tráfego a inalação desses materiais diminui ainda mais. Respiramos um ar melhor do que quem está dentro de um carro na avenida ao lado.

Uma das formas mais simples e recomendadas para reduzir a poluição do ar é trocar o carro ou alguns dos transportes públicos pela bicicleta. Mesmo que haja algum prejuízo devido à poluição, na média saímos a ganhar. Além de todos os argumentos aqui transcritos, ainda há uma falha enorme no raciocínio da maioria: Não temos que nos preocupar em respirar menos e sim em poluir menos! Respirar faz parte da vida e, como tal, se o ar está poluído temos de ser nós a agir e fazer a nossa parte deixando o carro em casa.

E tu, o que fazes para melhorar o ar que respiramos?

About these ads

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
Esta entrada foi publicada em ele há coisas! com as etiquetas , , , , , , , . ligação permanente.

apenas pedalar ao nosso ritmo.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s