a outra namorada

a Maria Del Sol

Recentemente, resolvi tirar a poeira à Maria Del Sol, a bicicleta da patroa. Esta bicla é uma espécie de Maria-vai-com-todos. A patroa e o meu filho gostam muito de dar umas pedaladas com ela mas o facto é que desde há largos meses que não saía do breu da arrecadação. Configuração urbana, 9 anos de pouca rodagem, 21 suaves mudanças, pneus de uso misto e quadro de alumínio. Aquele desenho esguio e elegante retornou à vida. É agradável, confortável, o seu uso permite-me pedalar em boa velocidade, tanto para um passeio quanto para muitas das actividades do dia-a-dia. Enchi-lhe os pneus, completei-a com o porta-couves da Etielbina e levei-a às mãos do mestre para lhe fazer uma revisão e afinação. Está novamente nos trinques. Fiz isso apenas para revitalizar e para me enamorar com a Maria dos velhos tempos. Bicicleta é assim, não sai de moda, não causa estranheza e quem pedala uma, pedala qualquer outra.

Sobre paulofski

Na bicicleta. Aquilo que hoje é a minha realidade e um benefício extraordinário, eu só aprendi aos 6 anos, para deixar aos 18 e voltar a ela para me aventurar aos 40. Aos poucos fui conquistando a afeição das amigas do ambiente e o resto, bem, o resto é paisagem e absorver todo o prazer que as minhas bicicletas me têm proporcionado.
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apenas pedalar ao nosso ritmo.

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